NATAL
Adoro o Menino abençoado, Deus e homem, a sua
divindade, a sua humanidade e todo o bem que há nele, já que a ele toda
adoração objetiva e, finalmente, deve ser endereçada. Adoro nele a soberana
bondade, a soberana grandeza e todas as demais qualidades incriadas; e, sendo
ele homem, adoro também essas mesmas qualidades tal como foram criadas; e como
todas as coisas foram feitas por ele, adoro o seu entendimento, e a sua boa
vontade adoro, e qualquer outra ação sua; e a ele ofereço toda a minha
inteligência, todo o meu poder e todo o meu agir, e, se mais pudesse, mais
diria para a sua glória e a sua honra. Adoro o Menino que há de sofrer a
paixão, há de ser sepultado e há de ressuscitar no terceiro dia, e com toda a
glória dele adoro também a bem-aventurada Virgem sua sacratíssima Mãe. ”
— RAIMUNDO LÚLIO, Do nascimento do Menino Jesus.

PRINCIPAIS
CARACTERÍSTICAS:
ESTIGMATIZADA:
Teresa Neumann apresentava
os estigmas, feridas correspondentes às chagas de Cristo, que sangravam
especialmente durante a Paixão de Cristo.
JEJUM EUCARÍSTICO:
A partir de 1926, ela se
alimentou exclusivamente da Eucaristia, sem ingerir qualquer outro alimento ou
água, por mais de 36 anos.
EXPERIÊNCIAS MÍSTICAS:
Teresa Neumann tinha
visões e êxtases, e acredita-se que ela falava e entendia várias línguas,
incluindo aquelas faladas na época de Jesus, durante esses momentos.
VIDA DE ORAÇÃO E
PENITÊNCIA:
Ela viveu uma vida de
intensa oração e oferecia seus sofrimentos pelos outros, intercedendo por
pecadores e pedindo por conversões.
RECONHECIMENTO DA IGREJA:
Em 2005, a Igreja Católica
reconheceu Teresa Neumann como Serva de Deus, um passo no processo de
canonização.
CONTEXTO:
Teresa Neumann nasceu em
Konnersreuth, na Baviera, Alemanha, e viveu toda a sua vida na mesma aldeia.
Sua vida foi marcada por uma grave lesão na medula espinhal, que a deixou
paralítica e cega aos 25 anos, seguida de uma cura milagrosa e, posteriormente,
pelas experiências místicas que a tornaram famosa.
RELEVÂNCIA:
A vida de Teresa Neumann
continua a inspirar e intrigar muitas pessoas, especialmente dentro da Igreja
Católica, devido à sua intensa fé, suas experiências místicas e seu testemunho
de vida dedicada a Deus.
1.
AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS.
2.
NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO.
3.
GUARDAR DOMINGOS E FESTAS.
4.
HONRAR PAI E MÃE.
5.
NÃO MATARÁS.
6.
NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE.
7.
NÃO FURTAR.
8.
NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO.
9.
NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO.
10.
NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS.
ROMANOS
1:1-32
1Paulo,
servo de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de
Deus, 2o qual foi prometido por ele de antemão por meio dos seus profetas nas
Escrituras Sagradas, 3acerca de seu Filho, que, como homem, era descendente de
Davi, 4e que mediante o Espírito de santidade foi declarado Filho de Deus com
poder, pela sua ressurreição dentre os mortos: Jesus Cristo, nosso Senhor. 5Por
meio dele e por causa do seu nome, recebemos graça e apostolado para chamar
dentre todas as nações um povo para a obediência que vem pela fé. 6E vocês
também estão entre os chamados para pertencerem a Jesus Cristo.
7A
todos os que em Roma são amados de Deus e chamados para serem santos:
A
vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
PAULO ANSEIA VISITAR A IGREJA EM ROMA
8Antes
de tudo, sou grato a meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vocês, porque
em todo o mundo está sendo anunciada a fé que vocês têm. 9Deus, a quem sirvo de
todo o coração pregando o evangelho de seu Filho, é minha testemunha de como
sempre me lembro de vocês 10em minhas orações; e peço que agora, finalmente,
pela vontade de Deus, me seja aberto o caminho para que eu possa visitá-los.
11Anseio
vê-los, a fim de compartilhar com vocês algum dom espiritual, para fortalecê-los,
12isto é, para que eu e vocês sejamos mutuamente encorajados pela fé. 13Quero
que vocês saibam, irmãos, que muitas vezes planejei visitá-los, mas fui
impedido até agora. Meu propósito é colher algum fruto entre vocês, assim como
tenho colhido entre os demais gentios.
14Sou
devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. 15Por
isso estou disposto a pregar o evangelho também a vocês que estão em Roma.
16Não
me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo
aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. 17Porque no evangelho é
revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como
está escrito: “O justo viverá pela fé”.
A IRA DE DEUS CONTRA A HUMANIDADE
18Portanto,
a ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens
que suprimem a verdade pela injustiça, 19pois o que de Deus se pode conhecer é
manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20Pois desde a criação do
mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina,
têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de
forma que tais homens são indesculpáveis; 21porque, tendo conhecido a Deus, não
o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos
tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. 22Dizendo-se
sábios, tornaram-se loucos 23e trocaram a glória do Deus imortal por imagens
feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes
e répteis.
24Por
isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu
coração, para a degradação do seu corpo entre si. 25Trocaram a verdade de Deus
pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do
Criador, que é bendito para sempre. Amém.
26Por
causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram
suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. 27Da mesma
forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se
inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes,
homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua
perversão.
28Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam. 29Tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros, 30caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais; 31são insensatos, desleais, sem amor pela família, implacáveis. 32Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam.
O SENHOR CONHECE OS CAMINHOS QUE ESTÃO À DIREITA; PORÉM OS QUE ESTÃO À ESQUERDA SÃO CAMINHOS DE PERDIÇÃO
QUE APROVEITA AO HOMEM GANHAR O MUNDO INTEIRO SE CHEGAR A PERDER A SUA ALMA?
ENTREM PELA PORTA ESTREITA
POIS LARGA É A PORTA
E AMPLO O CAMINHO
QUE LEVA À PERDIÇÃO
E SÃO MUITOS OS QUE
ENTRAM POR ELA
"NÃO FOSTES CRIADOS
PARA VIVER COMO BESTAS
MAS PARA PERSEGUIR
A VIRTUDE E O
CONHECIMENTO"
O ódio do bem
O conluio do bem
A mentira do bem
A dissimulação do bem
A perseguição do bem
A calúnia do bem
A traição do bem
A sabotagem do bem
A corrupção do bem
O roubo do bem
A feitiçaria do bem
Os demônios do bem
O satanismo do bem
NOOOOSSA
Que maravilha
Quanta bondade!!!
Raça de víboras
Vocês amaram mais as trevas
Do que a luz!!!
EDUCAÇÃO SEM REFLEXÃO
É PURA ESQUERDOPATIA
Os acadêmicos e universitários
De mente científica
Analítica
E muito questionadora
Negam radicalmente
A existência de Deus
Em contrapartida
Acreditam cegamente
Na inocência do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva
A alma mais honesta
Do Brasil
Não é bom
Para a saúde mental
Dos educadores
E muito menos
Para o desenvolvimento
Cognitivo comportamental
Dos educandos
Transgredir
A veracidade dos fatos
Infringir
O raciocínio lógico
Violar
O senso crítico
E por fim
Censurar
A liberdade de expressão
Não obstante
Por que insistir estupidamente
Com a ideologia comunista
Ou pedagogia marxista
(Doutrinação)
Uma vez que
Intrinsecamente
Moralmente
E factualmente
Não é capaz de
Transformar
Iluminar
E libertar
O próprio
Revolucionário???
Eis o cúmulo do absurdo:
Insistir com uma revolução
Que não revoluciona
O próprio revolucionador
Sejamos francos e diretos:
Ou é muita burrice
Ou é muita canalhice
O ateísmo e o materialismo
São filhos do erro e da ignorância
Da imoralidade e da corrupção
O marxismo
O comunismo e o socialismo
Com outras palavras
A inveja, a ganância e a trapaça
São três atitudes mentais
Incompatíveis
Com a realização
Do reino dos céus
Em Deus, o culto racional
Não há dialética da falsidade
Dissimulação e hipocrisia
Porém a revelação sublime
Do Espírito da Verdade
É óbvio e indiscutível
Para qualquer pessoa sensata
Que o fim do conflito
Entre o opressor e o oprimido
A velha luta de classes
Se dará unicamente
Com o advento
Da gestação
Do Homem Novo
Mas para que este evento
De natureza crística ocorra
É indispensável e urgente
Estabelecer o autoconhecimento
Como base para a educação
A educação
Sem o conhecimento de si mesmo
Se não for um vergonhoso
Pão-com-mortadela
(Militância política)
É sem sombra de dúvida
Um edifício belo e grandioso
Todavia sem nenhum alicerce
(Ativismo judicial)
"E desceu a chuva
E correram rios
E assopraram ventos
E combateram aquela casa
E caiu
E foi grande a sua queda"
Carinhosamente
E com infinito amor
A Todes Querides Amigues
O Terrível Adestrador
"A instrução ensina o homem a descobrir as leis da natureza, isto é, a ciência; mas a educação leva o homem a criar valores dentro de si mesmo."
Huberto Rohden
Coleção Filosofia Universal
https://drive.google.com/file/d/1NOlafedLXA5j-bIe3np6MVCInkWK2ENp/view?usp=sharing
O Espírito da Filosofia Oriental05.09.2019
Coleção Filosofia do Evangelho
O Triunfo da Vida sobre a Morte
Coleção Filosofia da Vida
https://drive.google.com/file/d/18rw25pak8pVRQabczLMUg7Jcyhczj3zI/view?usp=sharing
Porque Sofremos
https://drive.google.com/file/d/1JkQCwC-IPc2DF6wraxl2oc7sP7DyoGJ4/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/14uvx4sM4gIdJ2hp-RvLkzHRAY2iyzgx4/view?usp=sharing
Luzes e Sombras da Alvorada20.08.2019
https://drive.google.com/file/d/1xriXdfOPFhFCEfqDczAPyjx11_oqlyab/view?usp=sharing
Rumo à Consciência Cósmica16.09.2019
https://drive.google.com/file/d/1J2D8ZisXRNdsWXIp8QOAAxcqRGUYzSsK/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1blCOxiQ6IhREY6MKii2kkiO6HC83og7n/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/13DWoDZNdS6B4FuzhjV8jWOQxd7yBHcuI/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1DqUyNlkfO6qADFfYevs1b_38OyFPKC5H/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/0B6bn6CL5zMVZaE5kdnBYVlMxeUU/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/0B6bn6CL5zMVZMkxCdlNmVVctZ00/view?usp=sharing
Em Espírito e Verdade*
https://drive.google.com/file/d/0B6bn6CL5zMVZWkhNNnNHQjVYRU0/view?usp=sharing
Novo Testamento NOVO!!! 29.05.2021
https://drive.google.com/file/d/1nEsZ8zxtZU42M8Q48Z7_RAC593F8i5kp/view?usp=sharing
Primeira Epístola de São Pedro NOVO!!! 23.06.2020
Segunda Epístola de São Pedro NOVO!!! 23.06.2020
Primeira Epístola de São João NOVO!!! 25.06.2020
https://drive.google.com/file/d/1SijzKDMkw9qaWn6KVQxzoMGN-NxfU1UM/view?usp=sharing
Segunda e Terceira Epístola de São João NOVO!!! 26.06.2020
Coleção Mistérios da Natureza
https://drive.google.com/file/d/19HMkP2D92uvR4ejEqAEVkYgB5Y0HKNx7/view?usp=sharing
Coleção Biografias
https://drive.google.com/file/d/13Q5KVS-fyD6zfnKh1iIUBzVrJA11YXOI/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1aFJjdxh64TioWJqHiRCcXm7bFWhmKxuX/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1w--MzP_HSGmllizC4Ta3l5mp6m_Gv1XY/view?usp=sharing
Coleção Opúsculos
https://drive.google.com/file/d/1xpnPQ4eULYdYnZMn0Imb0SBwsOfr-0ao/view?usp=sharing
Pelo Prestígio da Bíblia
Swami Sivananda - O Poder do Pensamento pela Ioga NOVO!!! 08.12.2019
Zoraida H. Guimarães - Um Pilar de Luz no Cosmo - Huberto Rohden NOVO!!! 18.12.2019
Hazrat Inayat Khan - Filosofia, Psicologia e Misticismo NOVO!!! 15.02.2020
Rudolf Steiner - A Arte da Educação I
Rudolf Steiner - A Arte da Educação II
Rudolf Steiner - A Arte da Educação III
Rudolf Steiner - A Ciência Oculta
https://drive.google.com/file/d/120sGSxpAwj5BS0p0coM2xC1yerJVBdFr/view?usp=sharing
Rudolf Steiner - A Eterização do Sangue
Rudolf Steiner - Andar, Falar, Pensar
https://drive.google.com/file/d/1LZSUzIEXE78XPdsh_18qfQn3gxyi969G/view?usp=sharing
Rudolf Steiner - Educação na Puberdade (O Ensino Criativo)
Rudolf Steiner - O Evangelho Segundo Marcos
https://drive.google.com/file/d/1GoyRxMYXAIDklY2H9GIrOw_1_LfyeNg3/view?usp=sharing
Rudolf Steiner - O Portal da Iniciação
https://drive.google.com/file/d/1IpCLLl48xW11zqHm4sMVmizlqM8KVtnI/view?usp=sharing
Rudolf Steiner - Verdade e Ciência
https://drive.google.com/file/d/1X8AcbL6diGuwa3tlXdMaufEsOS_fefYH/view?usp=sharing
Trigueirinho - A Energia dos Raios em Nossa Vida
Trigueirinho - Hora de Crescer Interiormente
Trigueirinho - Caminhos para a Cura Interior
Trigueirinho - O Novo Começo do Mundo
Trigueirinho - A Nave de Noé
Trigueirinho - Aos que Despertam
Trigueirinho - O Livro dos Sinais
Trigueirinho - Viagem por Mundos Sutis
Paramhansa Yogananda
Yogananda - Como Ser Feliz o Tempo Todo
Ramatís
Obras psicografadas por Hercílio Maes
Ramatís - 03 - A Vida Além da Sepultura
https://drive.google.com/file/d/0B6bn6CL5zMVZVHFWYk8yN1Q4Sms/edit?usp=sharing
Ramatís - 04 - A Sobrevivência do Espírito
https://drive.google.com/file/d/0B6bn6CL5zMVZQmdwQWpGZjVuRVk/edit?usp=sharing
Ramatís - 05 - Fisiologia da Alma
https://drive.google.com/file/d/0B6bn6CL5zMVZOWJVZFpOMUVxVWc/edit?usp=sharing
Ramatís - 06 - Mediunismo
https://drive.google.com/file/d/0B6bn6CL5zMVZcGEySUIxYWhXZGM/edit?usp=sharing
Ramatís - 07 - Mediunidade de Cura
Ramatís - 08 - O Sublime Peregrino
Ramatís - 09 - Elucidações do Além
Ramatís - 10 - A Missão do Espiritismo
Ramatís - 11 - Magia de Redenção
Ramatís - 12 - A Vida Humana e o Espírito Imortal
Ramatís - 13 - O Evangelho à Luz do Cosmo
Ramatís - 14 - Sob a Luz do Espiritismo
Obras psicografadas por América Paoliello Marques
Ramatís - 15 - Mensagens do Grande Coração
https://drive.google.com/file/d/0B6bn6CL5zMVZQ21EUEhoOUlJQ2c/edit?usp=sharing
Ramatís - 16 - Brasil, Terra de Promissão
https://drive.google.com/file/d/0B6bn6CL5zMVZZnVEY3BndmJtV0E/edit?usp=sharing
Ramatís - 17 - Jesus e a Jerusalém Renovada
Ramatís - 18 - Evangelho, Psicologia, Ioga
Ramatís -19 - Viagem em Torno do Eu
Obras psicografadas por Maria Margarida Liguori
Ramatís - 20 - Momento de Reflexão Vol. 1
Ramatís - 21 - Momento de Reflexão Vol. 2
Ramatís - 22 - Momento de Reflexão Vol. 3
Ramatís - 23 - O Homem e o Planeta Terra
Ramatís - 24 - O Despertar da Consciência
Ramatís - 25 - Jornada de Luz
Ramatís - 26 - Em Busca da Luz Interior
Obra psicografada por Beatriz Bergamo
Obras psicografadas por Marcio Godinho
Ramatís - 28 - As Flores do Oriente
Ramatís - 29 - O Universo Humano
Ramatís - 30 - Resgate nos Umbrais
Obra psicografada por Hur Than De Shidha
Obras psicografadas por Norberto Peixoto
Ramatís - 33 - Chama Crística
Ramatís - 34 - Samadhi
Ramatís 40 - Diário Mediúnico
Ramatís - 41 - Mediunidade e Sacerdócio
Ramatís - 42 - O Triunfo do Mestre
W. W. da Matta e Silva
W. W. da Matta e Silva - Umbanda e o Poder da Mediunidade
W. W. da Matta e Silva - Umbanda de Todos Nós
Helena P. Blavatsky
Ísis Sem Véu
VOLUME I - CIÊNCIA I
Prefácio
Capítulo 1 - Coisas Velhas com Nomes Novos
Capítulo 2 - Fenômenos e Forças
Capítulo 3 - Condutores Cegos dos Cegos
Capítulo 4 - Teorias a Respeito dos Fenômenos Psíquicos
Capítulo 5 - O Éter ou Luz Astral
Capítulo 6 - Fenômenos Psicofísicos
Capítulo 7 - Os Elementos, os Elementais e os Elementares
Capítulo 8 - Alguns Mistérios da Natureza
VOLUME II - CIÊNCIA II
Capítulo 9 - Fenômenos Cíclicos
Capítulo 10 - O Homem Interior e Exterior
Capítulo 11 - Maravilhas Psicológicas e Físicas
Capítulo 12 - O Abismo Impenetrável
Jorge Elias Adoum
Jorge Adoum - As Chaves do Reino Interno
Jorge Adoum - A Magia do Verbo ou o Poder das Letras
Jorge Adoum - Poderes ou o Livro que Diviniza
Jorge Adoum - Rumo aos Mistérios
Jorge Adoum - O Reino ou o Homem Desvendado

Santiago Bovisio
Curso 3 - Vida Interior
https://drive.google.com/file/d/1vSNP3yJ0Tu_AHxjR5auOrsWCp3wUJkP8/view?usp=sharing
Curso 4 - Vida Espiritual de Cafh
Curso 11 - Cerimoniais, Orações e Hinos
Curso 13 - A Ascética da Oração
https://drive.google.com/file/d/1MC_xeRmbNKPaB17RnRCab0vC-xDQKffY/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1XT8VJPIv8lhJX4njrHFjs-Qr-QCn3ubp/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1H4LTTAKbq3HDPjgVRilln35sXwJo34B3/view?usp=sharing
Curso 17 - A Vocação Contemplativa
https://drive.google.com/file/d/1C11g77AqXzkvvYcOVd_uv5iV5cLoQZ4R/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1IKh-tVZRdJ3ugpAEcY9CoWgJG5Nbbj0a/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1VZw6f6PVkmtA5zsBCmUE62XSCvynEsaR/view?usp=sharing
Curso 22 - Métodos de Meditação
Curso 26 - História das Ordens Esotéricas
https://drive.google.com/file/d/1VES1iKFAHs5XF-lYx3ResxZOvebl5cLn/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1NfPTaEDLDEVQAVrPm1QHmF2G35qQOpHR/view?usp=sharing
Curso 31 - Teologia
https://drive.google.com/file/d/1euj9HCZGfWgU_7orZrGuQ5UInli1FU6M/view?usp=sharing
Curso 36 - O Devenir
Curso 37 - A Ciência da Vida
Curso 38 - A Aura Astral
Curso 39 - O Sistema Planetário
Curso 41 - As Rodas Etéreas
Curso 42 - Exercícios Mágicos
Curso 44 - Superiores de Comunidade
Curso 45 - Intimidade dos Perfeitos
Curso 46 - Interpretação para Ordenados de Comunidade
https://drive.google.com/file/d/1rKH8UBo6Peoir6s69V-vCo39peDtgWxf/view?usp=sharing
Curso 47 - Conferencias de Embalse
Francisco Cândido Xavier
Obras ditadas pelo espírito André Luiz
Chico Xavier - 1 - Nosso Lar
Chico Xavier - 2 - Os Mensageiros
Chico Xavier - 3 - Missionários da Luz
Chico Xavier - 4 - Obreiros da Vida Eterna
Chico Xavier - 5 - No Mundo Maior
Chico Xavier - 6 - Libertação
Chico Xavier - 7 - Entre a Terra e o Céu
Chico Xavier - 8 - Nos Domínios da Mediunidade
Chico Xavier - 9 - Ação e Reação
Chico Xavier - 10 - Evolução em Dois Mundos
Chico Xavier - 11 - Mecanismos da Mediunidade
Chico Xavier - 12 - Sexo e Destino
Chico Xavier - 13 - E a Vida Continua
Mabel Collins - Luz no Caminho
Krishnamurti - Aos Pés do Mestre
Papus
Papus - A Pedra Filosofal
https://drive.google.com/file/d/0B6bn6CL5zMVZME41ZDhSaS1HSVE/view?usp=sharing
Papus - A Reencarnação
Papus - Como Está Constituído o Ser Humano
O que é a Revolução WOKE que AVANÇA sobre o mundo DESCRISTIANIZADO?
https://www.youtube.com/watch?v=dAAq3Z5nVRU
Pessoas que se identificam como cães fazem protesto: IDEOLOGIA das ESPÉCIES
Infiltração na IGREJA: REPRESENTANTE do Brasil no SÍNODO em ROMA usa linguagem "inclusiva"
https://www.youtube.com/watch?v=PZ8ZVisVCGU
MST doutrina CRIANÇAS para o COMUNISMO
https://www.youtube.com/watch?v=u1fsWPnIWq0
HAMAS diz que CONQUISTARÁ ROMA e ANIQUILARÁ ISRAEL
https://www.youtube.com/watch?v=vfg615BgOXY
SATANISMO cresce no BRASIL: "IGREJA LUCIFERIANA" usa CRUZ INVERTIDA e zomba da QUARESMA
https://www.youtube.com/watch?v=MXcZcL5gj9c
PADRE em DEFESA do TERROR
https://www.youtube.com/watch?v=tGyf9DnNY9A&t=2s
BALANÇO do SÍNODO DA SINODALIDAE 2023! Quais serão os FRUTOS?
https://www.youtube.com/watch?v=2W1oMquAfAE
CARDEAL de São Paulo assusta católicos com PERSEGUIÇÃO à SANTA MISSA
https://www.youtube.com/watch?v=cyx4wZfokQs
O ENEM virou um exame de QI (QUOCIENTE DE IMBECILIDADE)
https://www.youtube.com/watch?v=SE6wsURivJA
E AGORA DOM ODILO?
https://www.youtube.com/watch?v=6iyca49WdG4
A ESQUERDA NÃO QUER A EXISTÊNCIA DE JUDEUS?
https://www.youtube.com/watch?v=ZTZ1_APBfYw
Profanação no Altar da Catedral de Brasília gera indignação: Orquestra Mundana e Pró-Palestina
https://www.youtube.com/watch?v=Bt_NNufqtf8
FILOSOFIA BOVINA
https://www.youtube.com/watch?v=nl4WcGkU5eI&t=6s
PAPA FRANCISCO remove DOM STRICKLAND por ser católico demais!
https://www.youtube.com/watch?v=DW-B6qfrTlw
CONFIRMADO: FRANCISCO É UM DELES! (29 de Agosto de 2019)
https://www.youtube.com/watch?v=8DWn8ESapr8
Escola ou antro de degeneração?
https://www.youtube.com/watch?v=awH1ypjUEBg
CULTO ASTECA dentro de IGREJA na ITÁLIA
https://www.youtube.com/watch?v=ikfzSi9yMHg
ATENÇÃO PAIS: Novo livro DOUTRINA Crianças nos Colégios
https://www.youtube.com/watch?v=QQZpwIqFKRg
CONAE 2024: O PLANO DO GOVERNO PARA EDUCAR SEUS FILHOS
https://www.youtube.com/watch?v=VbbaQ_MBL5w&t=0s
PASSOU DOS LIMITES!!!
https://www.youtube.com/watch?v=xYbPr7iTMsQ
FRATERNIDADE COMUNISTA E LGBTXYZCNBB
https://www.youtube.com/watch?v=3Rw4LMmZ6zY

ECLESIÁSTICO,
7
1.Não
pratiques o mal, e o mal não te iludirá.
2.Afasta-te
da injustiça, e a injustiça se afastará de ti.
3.Meu filho,
não semeies o mal nos sulcos da injustiça, e dele não recolherás o sétuplo.
4.Não peças
ao Senhor o encargo de guiar outrem nem ao rei um lugar de destaque.
5.Não te
justifiques perante Deus, pois ele conhece o fundo dos corações; não pretendas
parecer sábio diante do rei.
6.Não
procures tornar-te juiz, se não fores bastante forte para destruir a
iniquidade, para que não aconteça que temas perante um homem poderoso, e te
exponhas a pecar contra a equidade.
7.Não
ofendas a população inteira de uma cidade, não te lances em meio da multidão.
8.Não
acrescentes um segundo pecado ao primeiro, pois mesmo por causa de um só não
ficarás impune.
9.Não te
deixes levar ao desânimo.
10.Não
descuides de orar nem de dar esmola.*
11.Não
digas: “Deus há de considerar a quantidade de meus dons; quando os oferecer ao
Deus Altíssimo, ele há de aceitá-los”.
12.Não
zombes de um homem que está na aflição, pois há alguém que humilha e exalta:
Deus que tudo vê.
13.Não
inventes mentira contra teu irmão, não inventes nenhuma mentira contra teu
amigo.
14.Cuida-te
para não dizeres mentira alguma, pois o costume de mentir é coisa má.
15.Na
companhia dos anciãos, não sejas falador, não multipliques as palavras em tua
oração.
16.Não
abomines as tarefas penosas nem o labor da terra, que foi criado pelo
Altíssimo.
17.Não te
coloques no número das pessoas corrompidas,
18.lembra-te
de que a cólera não tarda.
19.Humilha
profundamente o teu espírito, pois o fogo e o verme são o castigo da carne do
ímpio.
20.Não
pratiques o mal contra um amigo que demora em te pagar, não desprezes por causa
do ouro um irmão bem-amado.
21.Não te
afastes da mulher sensata e virtuosa que te foi concedida no temor do Senhor;
pois a graça de sua modéstia vale mais do que o ouro.
22.Não
maltrates um escravo que trabalha pontualmente, nem o operário que te é
devotado.
23.Que o
escravo sensato te seja tão caro quanto a tua própria vida! Não o prives da
liberdade nem o abandones na indigência.
24.Tens
rebanhos? Cuida deles; se te forem úteis, guarda-os em tua casa.
25.Tens
filhos? Educa-os, e curva-os à obediência desde a infância.
26.Tens
filhas? Vela pela integridade de seus corpos, não lhes mostres um rosto por
demais jovial.
27.Casa tua
filha, e terás feito um grande negócio; dá-a a um homem sensato.
28.Se
tiveres mulher conforme teu coração, não a repudies, e não confies na que é
odiosa.
29.Honra teu
pai de todo o coração, não esqueças os gemidos de tua mãe;
30.lembra-te
de que sem eles não terias nascido, e faze por eles o que fizeram por ti.
31.Teme a
Deus com toda a tua alma, tem um profundo respeito pelos seus sacerdotes.
32.Ama com
todas as tuas forças aquele que te criou; não abandones os seus ministros.
33.Honra a
Deus com toda a tua alma, respeita os sacerdotes; (nos sacrifícios)
oferece-lhes as espáduas.
34.Dá-lhes,
como te foi prescrito, a parte das primícias e das vítimas expiatórias;
purifica-te de tuas omissões com pequenas (oferendas);
35.oferece
ao Senhor os dons das espáduas, os sacrifícios de santificação e as primícias
das coisas santas.
36.Estende a
mão para o pobre, a fim de que sejam perfeitos teu sacrifício e tua oferenda.
37.Dá de boa
vontade a todos os vivos, não recuses esse benefício a um morto.*
38.Não
deixes de consolar os que choram, aproxima-te dos que estão aflitos.
39.Não
tenhas preguiça de visitar um doente, pois é assim que te firmarás na caridade.
40.Em tudo o
que fizeres, lembra-te de teu fim, e jamais pecarás.
BÍBLIA AVE
MARIA
Versículos
relacionados com Eclesiástico, 7:
Eclesiástico
7 contém uma série de conselhos práticos e morais sobre como viver uma vida
justa e virtuosa, incluindo a importância de ter temor a Deus, evitar o orgulho
e a inveja, e buscar a sabedoria. Abaixo estão cinco versículos relacionados
com esses temas:
Provérbios
22:4: "A recompensa da humildade e do temor do Senhor é riqueza, honra e
vida." Este versículo destaca a importância do temor a Deus e da
humildade, que são temas abordados em Eclesiástico 7.
Tiago 3:13:
"Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de conduta as
suas obras, em sabedoria." Esse verso incentiva as pessoas a demonstrarem
sabedoria através de suas ações e comportamento.
Provérbios
27:4: "O furor é cruel, a ira é como uma inundação, mas quem é capaz de
resistir à inveja?" Este verso adverte contra a inveja, um tema abordado
em Eclesiástico 7.
Provérbios
3:5-6: "Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu
próprio entendimento; em todos os seus caminhos, reconheça-o, e ele endireitará
as suas veredas." Esse versículo destaca a importância de confiar em Deus
e buscar sua orientação em todos os aspectos da vida.
Provérbios 4:7: "A sabedoria é a coisa principal, adquire, pois, a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento." Este verso incentiva a busca pela sabedoria, um tema central em Eclesiástico 7.
Sagrado Coração de Jesus
PROMESSA
DE GRAÇAS POR INTERCESSÃO DA IRMÃ MARIA DO DIVINO CORAÇÃO
«Fica
sabendo, Minha filha, que da caridade do Meu Coração, quero fazer descer
torrentes de graças através do teu coração para dentro do coração dos outros. É
esta a razão porque hão-de dirigir-se com confiança a ti; não são as tuas
qualidades, mas sou Eu mesmo a causa disso. Nunca ninguém que se encontrar
contigo se afastará sem que a sua alma seja de qualquer maneira consolada,
aliviada ou santificada, ou sem haver recebido alguma graça, nem até o mais
endurecido pecador… dele depende aproveitar-se desta graça.»
"Nunca
pude separar a devoção ao Coração de Jesus da devoção ao Santíssimo Sacramento;
e nunca serei capaz de explicar como e quanto o Sagrado Coração de Jesus se
dignou favorecer-me no Santíssimo Sacramento da Eucaristia".
Levítico 19:2
Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sereis santos; porque eu o SENHOR vosso Deus sou santo.
1 Pedro 1:15-16
Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em
toda a vossa maneira de viver. Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu
sou santo.
1 Tessalonicenses 4:7
"Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a
santidade."
Romanos 12:1-2
"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que
apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; que é o
vosso culto racional."
Efésios 5:3
"Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos."
Hebreus 12:14
"Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos;
sem santidade ninguém verá o Senhor."
2 Coríntios 7:1
"Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus."
Levítico 20:7
"Consagrem-se, pois, e sejam santos, porque eu sou o Senhor, o
Deus de vocês."
Efésios 1:4
"Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para
sermos santos e irrepreensíveis em sua presença."
1 Pedro 2:9
"Mas vocês são a geração eleita, o sacerdócio real, a nação
santa, o povo de propriedade exclusiva de Deus, para que proclamem as grandezas
daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz."
Romanos 6:19
"Assim como vocês ofereceram os membros do seu corpo em
escravidão à impureza e à maldade que leva à maldade, ofereçam-nos agora em
escravidão à justiça que leva à santidade."
Colossenses 1:21-22
"Antes vocês estavam separados de Deus e, na mente de vocês,
eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os
reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los
diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação."
1 Coríntios 6:19-20
"Não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo
que habita em vocês, proveniente de Deus? E que vocês não são de vocês mesmos?
Porque foram comprados por preço. Portanto, glorifiquem a Deus no corpo de
vocês."
Hebreus 10:14
"Porque com uma única oferta ele aperfeiçoou para sempre os
que estão sendo santificados."
1 Tessalonicenses 4:3-5
"A vontade de Deus é que vocês sejam santificados:
abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo
de maneira santa e honrosa."
Romanos 12:2
"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela
renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a
boa, agradável e perfeita vontade de Deus."
Apocalipse 22:11
"Quem é injusto, faça injustiça ainda; quem é sujo, fique sujo ainda; quem é justo, pratique a justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda."
Salmo 30:4: "Cantai louvores ao Senhor, vós que sois seus
santos, e dai graças ao seu santo nome."
Isaías 35:8: "E haverá ali uma vereda, um caminho, e será
chamado Caminho de Santidade; o imundo não passará por ele."
A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da
imoralidade sexual.
Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa,
não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que
desconhecem a Deus.
Neste assunto, ninguém prejudique a seu irmão nem dele se
aproveite. O Senhor castigará todas essas práticas, como já lhes dissemos e
asseguramos.
Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.
Portanto, aquele que rejeita estas coisas não está rejeitando o
homem, mas a Deus, que lhes dá o seu Espírito Santo.
QUEM SERÁ O PRÓXIMO PAPA
https://www.youtube.com/watch?v=vFF84nWXekc
POR QUE O PROÓXIMO PAPA SERÁ INVÁLIDO
https://www.youtube.com/watch?v=R9f9s3x38t8&t=21s
O GOLPE CONTRA BENTO XVI
https://www.youtube.com/watch?v=qPZEBGCZSG8
O CONTRA GOLPE DE BENTO XVI

















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Capítulo 4 - AS FORMAS DE ENTRAR EM CONTATO COM A MENTE
ResponderExcluir4 de fevereiro de 1968, pela manhã, no Acampamento de Meditação de Ajol.
Meus amados,
A mente do homem, o seu cérebro, tornou-se uma ferida doente. Já não é um centro saudável, transformou-se numa úlcera doentia. É por isso que toda a nossa atenção se concentra nela. Talvez você não tenha pensado no fato de que, quando uma parte do corpo adoece, toda a atenção se volta para ela.
Só nos damos conta da perna se houver dor nela; se não houver dor, não nos damos conta da perna de forma alguma. Se houver um ferimento na mão, nos damos conta da mão; se não houver ferimento, não nos damos conta da mão de forma alguma. Nosso cérebro certamente adoeceu de alguma forma, pois, durante vinte e quatro horas, só nos damos conta dele e de mais nada.
Quanto mais saudável é um corpo, menos ele é sentido. Sentimos apenas a parte que se tornou doente. A única parte do corpo que sentimos agora é o cérebro. Nossa consciência apenas gira em torno dele — apenas o conhece, apenas o reconhece. Uma ferida doentia surgiu ali. Sem se livrar dessa ferida, sem se libertar desse estado de espírito tão tenso e tão inquieto, ninguém consegue avançar em direção ao seu centro de vida. Por isso, hoje discutiremos esse estado do cérebro e como mudá-lo.
A primeira coisa é que devemos compreender claramente o estado do cérebro. Se você se sentar sozinho por dez minutos e escrever sinceramente em um pedaço de papel quaisquer pensamentos que estiverem passando pela sua cabeça, não terá coragem de mostrar esse papel nem mesmo ao seu amigo mais querido — porque encontrará pensamentos tão loucos que nem você mesmo nem ninguém mais poderia esperar que viessem de você. Você encontrará pensamentos tão irrelevantes, fúteis e contraditórios que vai achar que enlouqueceu.
Se você escrever sinceramente tudo o que vier à sua mente por dez minutos, ficará muito surpreso com o que está acontecendo lá dentro. Você vai se perguntar se está são ou louco. Nunca nos dedicamos a observar nossa mente, nem mesmo por dez minutos, para ver o que está acontecendo lá dentro — ou talvez não o façamos porque, no fundo, já sabemos o que está acontecendo lá.
ResponderExcluirTalvez tenhamos medo. É por isso que as pessoas têm medo de ficar sozinhas e procuram companhia 24 horas por dia — querem encontrar amigos, ir a uma boate ou algo assim. E se a pessoa não consegue encontrar ninguém, então lê um jornal ou ouve rádio. Ninguém quer ficar sozinho, porque, no momento em que você fica sozinho, começa a perceber como realmente está.
Quando o outro está presente, estamos ocupados em nos relacionar com ele e não temos consciência de nós mesmos. A busca pelo outro nada mais é do que a busca por uma oportunidade de escapar de si mesmo. A razão fundamental pela qual nos interessamos por outras pessoas é que temos medo de nós mesmos e sabemos muito bem que, se nos conhecermos completamente, descobriremos que somos absolutamente loucos. Para escapar desse estado, o homem busca companhia, busca um companheiro, busca um amigo, busca a sociedade, busca uma multidão.
O homem tem medo da solidão. Ele passa a temer a solidão porque, nela, encontrará um reflexo de seu verdadeiro estado; ele se deparará com o reflexo de seu próprio rosto. E isso será muito assustador, muito aterrorizante. Assim, desde que acorda de manhã até ir dormir à noite, ele recorre a todos os tipos de métodos para fugir de si mesmo, a fim de não ter que se confrontar. Ele tem medo de se ver.
O homem inventou milhares de maneiras de fugir de si mesmo. E quanto pior se tornou o estado da mente humana, mais criamos novas formas de escapar de nós mesmos. Se olharmos para os últimos cinquenta anos, veremos que o homem criou mais formas de distração para fugir de si mesmo do que em qualquer outro momento da história. Os cinemas, o rádio, a televisão são, todos, formas de fugir de si mesmo. O homem está se tornando cada vez mais inquieto. Estamos buscando entretenimento, estamos tomando muitas providências para nos esquecermos de nós mesmos por um tempo, porque nossa situação interior está piorando. Em todo o mundo, junto com o desenvolvimento da civilização, o uso de drogas aumentou. Recentemente, foram descobertas algumas novas drogas que estão se tornando muito populares na Europa e na América. Existem drogas como o LSD, a mescalina, a maconha... Em todas as cidades cultas da Europa e da América, entre todas as pessoas instruídas, o esforço para descobrir novas drogas está no auge. A busca por meios confiáveis para que o homem se esqueça de si mesmo continua — caso contrário, o homem estará em grande dificuldade.
Qual é a razão por trás de tudo isso? Por que queremos nos esquecer de nós mesmos? Por que estamos tão ansiosos por esse esquecimento de nós mesmos? E não pensem que apenas as pessoas que vão ao cinema estão tentando se esquecer de si mesmas. As pessoas que vão aos templos também o fazem pela mesma razão; não há diferença. O templo é uma forma antiga de esquecer de si mesmo; o cinema é uma forma nova. Se um homem está sentado e entoando “Rama-Rama”, não pense que ele está fazendo outra coisa senão tentar esquecer de si mesmo no canto — assim como outra pessoa está tentando esquecer de si mesma ao ouvir uma música de filme. Não há diferença entre essas duas pessoas.
ResponderExcluirO esforço para nos envolvermos em qualquer coisa fora de nós mesmos — seja “Rama”, um filme ou música —, o esforço para nos envolvermos em qualquer coisa não passa, no fundo, de um esforço para fugir de nós mesmos. Todos nós estamos, de uma forma ou de outra, tentando fugir de nós mesmos. Isso mostra que nossa condição interior está piorando e que estamos perdendo a coragem até mesmo de encarar essa realidade. Temos muito medo de olhar nessa direção.
Estamos agindo como avestruzes. Ao ver o inimigo, a avestruz esconde a cabeça na areia porque é perigoso olhar para ele. Como o inimigo não está visível, a lógica da avestruz diz: “O que não está visível não existe. Estou a salvo.” Mas essa lógica está errada. As avestruzes podem ser perdoadas, mas o homem não. O fato de algo não ser visível não significa que deixe de existir. Se uma coisa é visível, algo pode ser feito a respeito, mas se é invisível, não há possibilidade de fazer nada.
Queremos esquecer o estado que está dentro de nós; não queremos vê-lo. Talvez seja possível convencer nossa mente de que algo que não é visível não existe, mas isso não significa que tenha desaparecido. Não há relação entre não ser visível e ser inexistente. Se algo fosse visível, talvez pudéssemos mudá-lo, mas, como não é visível, a mudança não é possível. Ele continuará crescendo por dentro como uma ferida, como uma úlcera que escondemos e não queremos olhar.
ResponderExcluirO cérebro se tornou uma ferida. Um dia, se for inventada uma máquina que nos permita ver o que se passa dentro de cada pessoa, provavelmente todos cometeriam suicídio imediatamente! Ninguém permitiria que outra pessoa visse o que se passa dentro de si. Um dia ou outro, isso se tornará possível. Por enquanto, podemos ficar gratos por não haver janelas em nossas cabeças através das quais possamos espiar os cérebros uns dos outros e ver o que se passa lá dentro.
O que as pessoas escondem por dentro e o que dizem por fora são coisas muito diferentes. O que se vê por fora, em seus rostos, é completamente diferente do que se passa dentro delas. É possível que, por fora, falem de amor, mas, por dentro, estejam cheias de ódio. Podem estar dizendo a alguém: “Bom dia! Fico feliz em te ver. Estou feliz por ter te encontrado esta manhã”, mas por dentro estão dizendo: “Por que tenho que ver a cara dessa pessoa idiota logo de manhã?”
Se houvesse janelas para vermos o que se passa na cabeça das pessoas, estaríamos em apuros; a vida se tornaria realmente difícil de viver. Poderíamos estar conversando com alguém de maneira amigável, mas pensando por dentro: “Quando é que esse homem vai morrer?”. Há uma coisa na superfície e outra por baixo, e não nos atrevemos a olhar para dentro, a olhar para o interior e ver.
Uma mãe e sua filha moravam juntas e ambas sofriam de sonambulismo. Certa noite, por volta das três horas, a mãe levantou-se e foi para o jardim atrás da casa. Depois de algum tempo, a filha também se levantou durante o sono e foi para o jardim. Assim que a velha viu a filha, gritou: “Vaca! Você roubou minha juventude. Desde o momento em que você nasceu, comecei a envelhecer. Você é minha inimiga. Se você não tivesse nascido, eu ainda seria jovem!”
E quando a menina viu a mãe, gritou: “Mulher malvada! Por sua causa, minha vida se tornou difícil e um fardo. Você sempre foi uma pedra no caminho da minha vida. Você é uma corrente pesada na minha vida!”
ResponderExcluirNaquele momento, o galo cantou e as duas acordaram. Ao ver a menina, a velha disse: “Querida! Por que você acordou tão cedo? Você pode pegar um resfriado. Venha, vamos para dentro!”
Imediatamente, a menina tocou os pés da mãe idosa. Ela tinha o costume de tocar os pés da mãe todas as manhãs. Ela disse: “Mãe! Você acordou tão cedo. Sua saúde não está boa. Você não deveria acordar tão cedo. Venha descansar!”
Dá para perceber a diferença entre o que elas disseram enquanto dormiam e o que disseram quando estavam acordadas.
O que um homem diz enquanto dorme é mais autêntico do que o que diz quando está acordado, porque vem mais do seu íntimo. O que você vê de si mesmo nos sonhos é mais real do que o que vê no mercado e no meio da multidão. A face que se mostra na multidão é maquiada e artificial. No fundo, você é uma pessoa totalmente diferente. Você pode conseguir esconder coisas colocando alguns pensamentos positivos na superfície, mas por dentro o fogo dos pensamentos está queimando. Na superfície, você pode parecer absolutamente silencioso e saudável, mas por dentro tudo é doentio e perturbado. Na superfície, você parece estar sorrindo, mas é possível que o sorriso esteja apenas cobrindo um monte de lágrimas. Na verdade, é provável que você tenha praticado seus sorrisos apenas para esconder as lágrimas por dentro. Isso é o que as pessoas costumam fazer.
Certa vez, alguém perguntou a Nietzsche: “Você está sempre rindo! Você é tão alegre! Você realmente se sente assim?”
Nietzsche disse: “Agora que você perguntou, vou lhe contar a verdade. Estou rindo para não começar a chorar. Antes que o choro comece, eu o reprimo rindo. Eu o contenho dentro de mim. Meu riso deve convencer os outros de que estou feliz. E rio apenas porque estou tão triste que sinto um alívio ao rir. Às vezes, consigo me consolar.”
Ninguém jamais viu Buda rir, ninguém jamais viu Mahavira rir, ninguém jamais viu Cristo rir. Deve haver uma razão para isso. Talvez não haja lágrimas por dentro, e por isso não haja necessidade de rir para escondê-las. Talvez não reste nenhuma tristeza por dentro para ser disfarçada com um sorriso. O que quer que fosse que perturbasse seu interior desapareceu, e por isso agora não há necessidade de exibir as flores do riso por fora.
ResponderExcluirQuem tem o corpo malcheiroso precisa borrifar perfume nele. Quem tem o corpo feio precisa se esforçar para ficar bonito. Quem está triste por dentro precisa aprender a rir, e quem está cheio de lágrimas por dentro precisa continuar sorrindo por fora. Quem está cheio de espinhos por dentro precisa adornar-se com flores por fora.
O homem não é, de forma alguma, o que parece ser; ele é exatamente o oposto. Ele é uma coisa por dentro e outra por fora. E tudo bem se os outros se deixam enganar pelo que projetamos para o exterior, mas o problema é que nós mesmos nos deixamos enganar por isso. Se fossem apenas os outros a se deixarem enganar pela aparência exterior, tudo bem — isso não é muito surpreendente, pois as pessoas geralmente só veem o exterior. Mas nós mesmos nos deixamos enganar porque pensamos que realmente somos a imagem que as outras pessoas veem. Nós nos olhamos através dos olhos do outro, nunca nos vemos diretamente como somos, como somos autenticamente.
A imagem que se forma aos olhos dos outros nos engana, e passamos a ter medo de olhar para dentro de nós mesmos. Queremos ver a imagem que as pessoas têm de nós, não a nós mesmos. O que as pessoas estão dizendo? Ficamos muito interessados em saber o que dizem sobre nós. Não há nada mais por trás dessa curiosidade de saber. Achamos que podemos nos reconhecer através da imagem formada aos olhos dos outros. Isso é muito surpreendente! Até mesmo para nos conhecermos, precisamos olhar nos olhos de outra pessoa.
O homem tem medo de que as pessoas possam falar mal dele. Ele se sente feliz quando as pessoas falam bem dele, pois a percepção que tem de si mesmo depende da opinião alheia. Ele não tem um conhecimento imediato de si mesmo; não possui nenhuma experiência direta de se conhecer. Essa experiência poderia ocorrer, mas não ocorre porque tentamos fugir dela.
A primeira coisa ao se deparar com a mente é não se preocupar com o que os outros dizem ou com a imagem que se transmite aos outros; em vez disso, é preciso ter um encontro direto com o que se é essencialmente. Na solidão, é preciso abrir totalmente a mente e ver o que há ali. É um ato de coragem. É um ato de enorme coragem decidir entrar no inferno escondido dentro de si mesmo. É um ato de grande coragem ver-se na própria nudez. É necessária grande coragem.
ResponderExcluirEra uma vez um imperador. Todos os dias, ele costumava desaparecer em um quarto construído no meio de seu palácio. Sua família, as pessoas que viviam em sua casa, seus amigos e seus ministros ficavam todos surpresos com esse hábito. Ele costumava guardar sempre consigo a chave daquele quarto e, quando entrava nele, trancava a porta por dentro. Havia apenas uma porta na sala e nenhuma janela. Durante um período de vinte e quatro horas, ele permanecia naquela sala por pelo menos uma hora.
Nem mesmo suas esposas sabiam nada sobre o quarto, pois ele nunca havia contado a ninguém sobre ele. Se alguém perguntasse, ele sorria e ficava em silêncio, e não entregava a chave a ninguém. Todos ficavam surpresos com isso, e a curiosidade deles crescia a cada dia — o que ele fazia ali? Ninguém sabia! Ele costumava ficar naquele quarto fechado por uma hora, depois saía em silêncio e colocava a chave no bolso — e no dia seguinte fazia a mesma coisa novamente. Por fim, a curiosidade das pessoas atingiu o auge e elas conspiraram entre si para descobrir o que ele estava fazendo. Seus ministros, suas esposas, seus filhos e suas filhas faziam parte da conspiração.
Certa noite, abriram um buraco na parede para poderem ver o que ele faria na próxima vez que fosse lá. No dia seguinte, quando o imperador entrou, todos espreitaram pelo buraco, um por um. Mas quem quer que colocasse o olho no buraco imediatamente se afastava e dizia: “O que ele está fazendo? O que ele está fazendo?” Mas ninguém conseguia dizer o que ele estava fazendo!
O imperador entrou e tirou todas as suas roupas. Então, estendeu as mãos para o céu e disse: “Ó Deus! A pessoa que estava vestindo aquelas roupas não era eu. Aquilo não é a minha realidade — esta é a minha realidade!” E começou a pular, a gritar, a soltar palavrões e a se comportar como um louco.
Quem quer que fosse que tivesse espiado pelo buraco afastou-se imediatamente, chocado, e disse: “O que nosso imperador está fazendo? Costumávamos pensar que talvez ele estivesse praticando ioga ou rezando. Mas isso! O que ele está fazendo?”
ResponderExcluirE o imperador disse a Deus: “Aquela pessoa silenciosa e de aparência pacífica que estava diante de ti, vestida, era absolutamente falsa. Ele era um homem culto. Eu o tornei assim com meus esforços. Na realidade, eu sou assim. Esta é a minha realidade, esta é a minha nudez e esta é a minha loucura! Se você aceitar minha realidade, então tudo bem — porque posso enganar as pessoas, mas como posso enganar você? Posso mostrar às pessoas que não estou nu usando roupas, mas você sabe muito bem que estou nu. Como posso enganar você? Posso mostrar às pessoas que sou muito silencioso e feliz, mas você me conhece em minha mais profunda essência. Como posso enganar você? Diante de você, sou apenas um louco!”
Diante de Deus, todos nós somos como loucos. Na verdade, deixando Deus de lado — se olharmos para dentro de nós mesmos, até aos nossos próprios olhos pareceremos loucos. Nossa mente ficou completamente confusa, mas nunca prestamos atenção a esse problema, por isso não desenvolvemos nenhum método para lidar com ele.
O primeiro passo é entrar em contato direto com a nossa mente, mas precisamos compreender dois ou três pontos para que esse contato ocorra. Depois disso, poderemos refletir sobre como a mente pode ser transformada.
O primeiro passo para um encontro direto com a mente é abandonarmos todos os nossos medos de nos conhecermos. O que é o medo de se conhecer? O medo é de que talvez sejamos uma pessoa má. O medo é de que possamos descobrir que somos uma pessoa má depois de termos cultivado uma imagem de sermos uma pessoa boa. Parecemos ser uma boa pessoa — somos santos, somos inocentes, somos autênticos, somos sinceros. Nosso medo é que possamos perceber que, por dentro, somos inautênticos e falsos. Temos medo de descobrir que somos irreligiosos, complicados, astutos, hipócritas, nada santos. O medo é que a imagem que temos de nós mesmos — o que pensamos ser — possa acabar se revelando falsa.
Uma pessoa que tem esse tipo de medo nunca conseguirá encontrar a mente. É muito fácil entrar nas florestas, é fácil mergulhar na escuridão, é fácil sentar-se sem medo diante de animais selvagens, mas é muito difícil permanecer sem medo diante do homem selvagem que se esconde dentro de você. É muito árduo. Não é nada árduo ficar anos sob o sol; qualquer tolo consegue fazer isso. Não é difícil ficar de cabeça para baixo; qualquer idiota pode aprender esses truques de circo. E não é muito difícil deitar-se sobre espinhos — a pele se adapta aos espinhos muito rapidamente. Se há uma coisa que é realmente árdua, é a coragem de ter um conhecimento imediato de como se está por dentro — seja ruim ou louco, seja como for.
ResponderExcluirPortanto, o primeiro passo é abandonar o medo e preparar-se para encarar a si mesmo com coragem. Quem não tem essa coragem está em apuros. Estamos interessados em alcançar a alma, estamos interessados em conhecer a existência, mas não temos coragem de ter um encontro direto e simples conosco mesmos. A alma e a existência estão muito distantes — a primeira realidade é a nossa mente, o nosso cérebro. A primeira realidade é o centro do pensamento com o qual estamos mais intimamente relacionados. É preciso vê-lo, conhecê-lo, reconhecê-lo, antes de tudo.
A primeira coisa é o esforço de conhecer a própria mente na solidão, sem medo. Por pelo menos meia hora todos os dias, dê à sua mente a chance de se expressar tal como é. Feche-se em um quarto — como o imperador — e conceda total liberdade à sua mente. Diga a ela: “O que quer que você queira pensar, contemplar, deixe acontecer”. Abandone toda a censura a si mesmo que tem impedido que as coisas venham à tona — abandone tudo isso. Dê à sua mente a liberdade de permitir que tudo o que surgir surja; de permitir que tudo o que aparecer apareça. Não interrompa nem reprima nada. Você está pronto para conhecer o que há dentro de você.
E você também não deve julgar o que é bom ou ruim, pois, no momento em que você julga, começa a repressão. O que quer que você considere ruim, a mente começa a reprimir; e o que quer que você considere bom, a mente começa a usar como pretexto. Portanto, você não precisa julgar nada como bom ou ruim. Seja o que for que haja na mente, seja como for, esteja preparado para reconhecê-lo tal como é.
Se você deixar sua mente totalmente livre para pensar, para contemplar, para sentir, você ficará muito assustado e se perguntará se está enlouquecendo — mas é essencial saber o que está oculto dentro de você para se libertar disso. O conhecimento e o reconhecimento são os primeiros passos para se libertar disso. Não podemos vencer um inimigo que não conhecemos ou não reconhecemos. Não há como. O inimigo oculto, o inimigo que está atrás de você, é mais perigoso do que o inimigo à sua frente — aquele que você conhece, que você reconhece.
ResponderExcluirA primeira coisa é que, devido às restrições e inibições que impusemos à mente por todos os lados, não permitimos que ela se expresse com espontaneidade. Restringimos toda a sua espontaneidade. Tudo se tornou antinatural e falso. Cobrimos tudo com véus, usamos máscaras e nunca permitimos que a mente se expresse diretamente. Portanto, no início, pelo menos permita que ela se expresse diretamente diante de você, para que você se familiarize com todo o conteúdo que foi ocultado e reprimido. Uma grande parte da mente foi reprimida na escuridão. Nunca levamos uma lâmpada até lá. Vivemos na varanda de nossa própria casa e, lá dentro, há escuridão em todos os cômodos, e não sabemos quantos insetos, aranhas, cobras e escorpiões estão escondidos ali. Na escuridão, eles certamente se reúnem. E temos medo de levar uma luz até lá, nem mesmo queremos pensar nas condições de nossa casa. É essencial que um buscador abandone esse medo.
Para provocar uma revolução em nossa mente e em nossos pensamentos, a primeira coisa é abandonar o medo, estar pronto para conhecer a si mesmo sem medo. A segunda coisa é livrar-se de toda a censura e restrições que impusemos à mente. E impusemos muitas restrições a ela. Nossa educação, nossos sermões morais, nossa civilização e cultura impuseram muitas restrições — “Não pense nisso. Não permita que um pensamento desse tipo entre em sua mente. É um pensamento ruim! Não permita isso!” Quando os reprimimos, os pensamentos ruins não são destruídos, eles apenas se aprofundam em nosso subconsciente. Ao reprimi-lo, um pensamento não vai embora, ele se aprofunda ainda mais em nosso ser — porque o que estamos reprimindo surgiu de dentro, não veio de algum lugar externo.
Lembre-se: tudo o que está em sua mente não vem de algum lugar externo, vem de dentro. É como se uma nascente brotasse de uma montanha e nós fechássemos sua abertura. A fonte não será destruída, ela irá mais fundo e buscará outras maneiras de sair da montanha. Originalmente, haveria uma fonte, mas agora talvez haja dez, porque a água tentará fluir para fora dividindo-se em dez fontes. E se fecharmos esses dez pontos, então haverá cem fontes.
Tudo vem de dentro, não de fora. E quanto mais reprimimos, mais feio e pervertido isso se torna. Então, encontra novas maneiras de se manifestar, criando-se novas complicações — mas continuamos a reprimi-lo com ainda mais força. A base da nossa educação, desde a infância, é que, se um determinado pensamento na mente estiver errado, devemos suprimi-lo. Esse pensamento suprimido não é destruído, ele penetra mais profundamente em nosso subconsciente. E quanto mais continuamos a suprimi-lo, mais fundo ele vai, e mais ele nos domina.
ResponderExcluirA raiva é errada, por isso a reprimimos — e então uma onda de raiva se espalha por todo o nosso ser. O sexo é errado, a ganância é errada, isto é errado, aquilo é errado... Tudo o que é errado, reprimimos; e, no fim, descobrimos que nos tornamos exatamente aquilo que reprimimos. Por quanto tempo você conseguirá bloquear essas fontes reprimidas, fechando suas saídas?
E a mente funciona de certas maneiras. Por exemplo, tudo aquilo que queremos reprimir ou de que queremos fugir passa a ocupar um lugar central na mente. Aquilo de que queremos fugir torna-se uma atração, e a mente começa a se mover na direção disso. Experimente! Se você tentar fugir de algo ou reprimir algo, a mente imediatamente se concentrará nisso.
Milarepa era um místico que vivia no Tibete. Um dia, um jovem procurou-o e disse: “Quero adquirir alguns poderes. Por favor, ensine-me um mantra.”
Milarepa disse: “Não temos mantras. Somos místicos. Os mantras são para magos, para malabaristas — procurem-nos. Não temos mantras — por que precisaríamos de poderes?”
Mas quanto mais Milarepa recusava, mais o jovem pensava que devia haver algo ali — por que mais ele recusaria? Por isso, ele continuava voltando a procurar Milarepa repetidas vezes.
Sempre se reúnem grandes multidões em torno dos santos que afugentam as pessoas com varas ou atiram pedras nelas. As multidões acham que o santo deve ter algo de especial; caso contrário, ele não estaria afugentando as pessoas.
Mas não percebemos que atrair as pessoas por meio de um anúncio no jornal ou atirando pedras nelas é a mesma manobra. A propaganda é a mesma. E a segunda forma é mais manipuladora e astuta. Quando as pessoas são afugentadas por alguém que atira pedras, elas não compreendem que, na verdade, estão sendo atraídas. Essa é uma maneira sutil de fazer isso. E as pessoas acabam vindo, embora não tenham a menor ideia de que foram seduzidas.
ResponderExcluirO jovem achou que talvez Milarepa estivesse tentando esconder algo, então passou a ir lá todos os dias. No fim, Milarepa se cansou, então escreveu um mantra em um pedaço de papel e disse: “Pegue isso. Esta noite é a noite sem lua. Leia isso cinco vezes durante a noite. Se você ler cinco vezes, obterá o poder que deseja. Então, poderá fazer tudo o que quiser. Agora vá embora e me deixe em paz.”
O jovem pegou o papel, virou-se e saiu correndo. Ele nem sequer agradeceu a Milarepa. Mas mal havia descido os degraus do templo quando Milarepa o chamou: “Meu amigo! Esqueci de lhe dizer uma coisa. Há uma condição específica associada a este mantra. Quando você o ler, não deve ter nenhum pensamento na mente sobre um macaco.”
O jovem disse: “Não se preocupe, nunca tive esse pensamento em toda a minha vida. Nunca houve motivo para pensar em um macaco. Só preciso ler isso cinco vezes. Não há problema algum.”
Mas ele cometeu um erro. Ele nem sequer tinha descido até o fim da escada quando os macacos começaram a aparecer. Ele ficou com muito medo. Fechou os olhos e havia macacos lá dentro; olhou para fora e, mesmo onde não havia macacos, ele via alguns! Já era noite, e cada movimento nas árvores parecia ser um macaco. Parecia que havia macacos por toda parte. Quando chegou em casa, ele estava muito preocupado, pois até então nunca tinha pensado em macacos. Ele nunca tinha tido nada a ver com eles.
Ele tomou banho, mas enquanto se banhava os macacos estavam com ele. Toda a sua mente estava obcecada por uma única coisa: macacos. Então, sentou-se para recitar o mantra. Pegou o papel, fechou os olhos — e lá estava uma multidão de macacos dentro de sua mente, provocando-o. Ele ficou com muito medo, mas mesmo assim perseverou a noite inteira. Ele mudou de posição; tentou sentar-se desta maneira, daquela maneira, em padmasana, em siddhasana, em outras posturas de ioga diferentes. Ele rezou, curvou-se, implorou; gritou por qualquer pessoa que o ajudasse a se livrar desses macacos. Mas os macacos estavam inflexíveis. Eles não estavam dispostos a deixá-lo naquela noite.
Na manhã seguinte, o jovem estava quase enlouquecendo de medo e percebeu que o poder do mantra não poderia ser alcançado tão facilmente. Ele percebeu que Milarepa tinha sido muito astuto, pois lhe impôs uma condição difícil. Milarepa era louco! Se os macacos iriam ser um obstáculo, então, pelo menos, ele não deveria ter mencionado nada sobre eles. Assim, talvez o poder do mantra pudesse ter sido alcançado.
ResponderExcluirDe manhã, ele voltou chorando até Milarepa e disse: “Recupere o seu mantra. Você cometeu um grande erro! Se os macacos fossem um obstáculo para usar este mantra, então você não deveria tê-los mencionado. Eu normalmente nunca penso em macacos, mas durante toda a noite passada os macacos me perseguiram. Agora terei que esperar pela minha próxima vida para alcançar o poder deste mantra, porque nesta vida este mantra e os macacos se tornaram inseparáveis. Agora não é possível me livrar deles.”
Os macacos haviam se unido ao mantra. Como isso aconteceu? Sua mente insistia que os macacos não deveriam estar ali e, por isso, eles apareciam. Sempre que sua mente tentava se livrar dos macacos, eles apareciam. Sempre que sua mente tentava fugir dos macacos, eles apareciam. Proibir é atrair; recusar é convidar; impedir é tentar.
Nossa mente ficou muito doente porque não compreendemos esse ponto simples. Não queremos sentir raiva — e então a raiva surge como um macaco. Não queremos ter desejos sexuais — e então o sexo aparece como um macaco e toma conta de nosso ser. Não queremos ganância, não queremos ego — e todos eles aparecem. Mas o que quer que desejemos — espiritualidade, religiosidade, iluminação — parece não chegar. Aquilo que não queremos, vem, e aquilo que tentamos alcançar, nunca aparece. Toda essa perversão acontece por não compreendermos esse ponto simples da mente.
A segunda coisa a lembrar é que não há necessidade de insistir no que deve ou não estar na mente. Devemos estar prontos para observar tudo o que surgir em nossa mente, sem fazer escolhas e sem impor condições. Dessa forma, podemos começar a ver o que a mente realmente é. O simples fato da natureza contraditória da mente é bem compreendido pelos publicitários em todo o mundo, mas os líderes religiosos não o compreenderam de forma alguma. Os propagandistas de todo o mundo compreendem esse fato, mas as pessoas que ensinam na sociedade não o compreenderam. Quando um filme é anunciado como “Somente para adultos”, as crianças vão assisti-lo com um bigode falso de alguns centavos colado no rosto. Os publicitários sabem que, para atrair crianças, é necessário usar as palavras “Somente para adultos” no anúncio. Existem revistas femininas “somente para mulheres”. Ninguém as lê, exceto os homens; as mulheres nunca as leem. Eu perguntei sobre isso e descobri que a maioria dos compradores são homens! E quando perguntei aos vendedores sobre as revistas que eles vendem no mercado, eles disseram: “As mulheres compram revistas ‘somente para mulheres’ de vez em quando, mas geralmente compram revistas ‘somente para homens’.”
ResponderExcluirOs publicitários compreendem o que atrai a mente humana, mas nem os líderes religiosos nem os mestres de moralidade compreenderam isso ainda. Eles continuam ensinando às pessoas bobagens como “Não fique com raiva, lute contra a raiva”. Uma pessoa que luta contra a própria raiva e tenta fugir dela ficará obcecada pela raiva por toda a vida. Ela nunca conseguirá se libertar dela. Somente quem se interessa em conhecer a própria raiva de frente, em vez de lutar contra ela, consegue se libertar dela.
O segundo ponto é abandonar todos os sentimentos de conflito e luta em relação a qualquer estado mental. Basta criar um sentimento de querer saber, de querer compreender — “Eu devo compreender o que é a minha mente”. Deve-se entrar na mente com esse tipo de sentimento simples. Esse é o segundo ponto.
E o terceiro ponto é não fazer nenhum julgamento sobre o que quer que surja na mente. Não faça nenhum julgamento sobre o que é ruim ou o que é bom. O mal e o bem são dois lados da mesma moeda. Onde quer que haja o mal, há o bem do outro lado. Onde quer que haja o bem, há o mal do outro lado.
Uma pessoa má está escondida dentro de uma pessoa boa, e uma pessoa boa está escondida dentro de uma pessoa má. Uma pessoa boa tem o lado bom da moeda voltado para cima e o lado mau voltado para baixo. Portanto, se uma pessoa boa se torna má, ela se revela pior do que a pessoa mais má. E se uma pessoa má se torna boa, então uma pessoa boa parece pálida em comparação. Em uma pessoa má, a bondade está completamente escondida — apenas a maldade se manifesta. Se ela mudar e se tornar uma pessoa boa, então outras pessoas boas parecerão pálidas ao lado dela. Uma força de bondade muito nova e oculta surge de dentro dela. Valmiki ou Angulimal são bons exemplos. Eles eram pessoas muito más que, um dia, se tornaram boas e ofuscaram todos os outros santos com sua bondade.
Uma pessoa boa e uma pessoa má não são diferentes; são as duas faces da mesma moeda. Mas um sábio é um terceiro tipo de pessoa — dentro dele não há nem bondade nem maldade. A moeda desaparece por completo. Um sábio não é um homem bom, nem um cavalheiro, nem um santo. Um homem perverso está sempre oculto dentro de um cavalheiro, e um cavalheiro está sempre oculto dentro de um homem mau. Um sábio é, sem dúvida, um terceiro tipo de fenômeno. Ele está além do bem e do mal; não tem relação com nenhum dos dois. Ele entrou em uma dimensão totalmente diferente, onde não há questão de bem e mal.
ResponderExcluirUm jovem monge vivia em uma aldeia no Japão. Ele era muito famoso e gozava de grande reputação. Toda a aldeia o venerava e respeitava. Canções eram entoadas por toda a aldeia em sua homenagem. Mas, um dia, tudo mudou. Uma jovem da aldeia engravidou e deu à luz uma criança. Quando sua família perguntou de quem era a criança, ela respondeu que era do jovem monge.
Quanto tempo leva para que os admiradores se tornem inimigos? Quanto tempo? Não leva nem mesmo um instante, pois, no íntimo da mente de um admirador, a condenação está sempre oculta. A mente apenas aguarda uma oportunidade, e no dia em que a admiração termina, a condenação começa. Aquelas pessoas que demonstram respeito podem, em um minuto, passar a ser desrespeitosas. As pessoas que estão tocando os pés de alguém podem, em um instante, começar a cortar a cabeça dessa mesma pessoa. Não há diferença entre respeito e desrespeito — são as duas faces da mesma moeda.
Os moradores de toda a aldeia atacaram a cabana do monge. Por muito tempo, eles haviam demonstrado respeito pelo monge, mas agora toda a raiva que haviam reprimido veio à tona. Agora que tinham a chance de ser desrespeitosos, todos correram para a cabana do monge, atearam fogo nela e jogaram o bebê contra ele. O monge perguntou: “O que está acontecendo?”
O povo gritou: “Você está nos perguntando o que está acontecendo? Esta criança é sua! Precisamos dizer a você o que está acontecendo? Olhe para a sua casa em chamas, olhe para dentro do seu coração, olhe para esta criança e olhe para esta menina. Não há necessidade de dizermos a você que esta criança é sua.” O monge disse: “É mesmo? Esta criança é minha?”
ResponderExcluirA criança começou a chorar, então ele começou a cantar uma canção para acalmá-la, e as pessoas o deixaram sentado ao lado de sua cabana queimada. Depois, ele saiu para mendigar na hora de sempre, à tarde — mas quem lhe daria comida hoje? Hoje, todas as portas diante das quais ele se parava eram fechadas na sua cara. Hoje, uma multidão de crianças e pessoas começou a andar atrás dele, provocando-o, atirando pedras. Ele chegou à casa da menina de quem era a criança. Ele disse: “Posso não conseguir comida para mim, mas pelo menos dê um pouco de leite para esta criança! Posso estar errado, mas qual é a culpa deste pobre bebê?”
A criança chorava, a multidão estava ali parada — e aquilo tornou-se insuportável para a menina. Ela se ajoelhou aos pés do pai e disse: “Perdoe-me, menti ao dar o nome do monge. Queria salvar o verdadeiro pai da criança, por isso pensei em usar o nome desse monge. Nem sequer o conheço.”
O pai ficou nervoso. Aquilo tinha sido um grande erro. Ele saiu correndo de casa, prostrou-se aos pés do monge e tentou tirar o bebê de suas mãos.
O monge perguntou: “O que se passa?”
O pai da menina disse: “Perdoe-me, houve um engano. A criança não é sua.”
O monge respondeu: “É mesmo? A criança realmente não é minha?”
Então, os moradores da aldeia disseram-lhe: “Você está louco! Por que não negou isso esta manhã?”
O monge disse: “Que diferença isso teria feito? A criança deve pertencer a alguém. E você já tinha queimado uma cabana — teria apenas queimado mais uma. Você tinha gostado de difamar uma pessoa, teria gostado de difamar mais uma. Que diferença isso faria? A criança deve pertencer a alguém — poderia muito bem ser minha. Então, qual é o problema? Que diferença isso faz?”
As pessoas disseram: “Você não percebe que todos o condenaram, o insultaram e o humilharam profundamente?”
ResponderExcluirO monge respondeu: “Se eu estivesse preocupado com a sua condenação, também estaria preocupado com o seu respeito. Eu faço o que considero certo; você faz o que considera certo. Até ontem, você achou certo respeitar-me, e assim o fez. Hoje, você achou certo não me respeitar, e assim o fez. Mas não me importo nem com o seu respeito nem com a sua falta de respeito.”
As pessoas lhe disseram: “Senhor, o senhor deveria ter percebido que perderia sua boa reputação.”
Ele respondeu: “Não sou nem mau nem bom. Sou simplesmente eu mesmo. Abandonei essa ideia de bem e mal. Abandonei toda a preocupação em me tornar bom, porque quanto mais tentava me tornar bom, mais percebia que me tornava mau. Quanto mais tentava fugir da maldade, mais percebia que a bondade estava desaparecendo. Abandonei a própria ideia. Tornei-me absolutamente indiferente. E no dia em que me tornei indiferente, descobri que nem o bem nem o mal permaneciam dentro de mim. Em vez disso, algo novo nasceu, que é melhor do que o bem e que não tem nem mesmo uma sombra de maldade.”
O sábio é um terceiro tipo de pessoa. A jornada do buscador não consiste em tornar-se um homem bom; a jornada do buscador consiste em tornar-se um sábio.
Portanto, meu terceiro ponto é: não julgue se um pensamento que surge na mente é bom ou ruim. Não o condene nem o elogie. Não diga que isso é ruim ou que isso é bom. Apenas sente-se à margem do fluxo da mente, como se estivesse sentado na margem de um rio e observasse indiferentemente o fluxo — a água está fluindo, as pedras estão fluindo, as folhas estão fluindo, a madeira está fluindo. E você está observando, sentado em silêncio na margem.
Estes são os três pontos sobre os quais eu queria falar com vocês nesta manhã. O primeiro é uma enorme coragem ao lidar com a mente; o segundo é não impor restrições nem condições à mente; o terceiro ponto é não julgar quaisquer pensamentos e anseios que surjam na mente, sem sentimentos de bom ou ruim. Sua atitude deve ser simplesmente indiferente. Esses três pontos são necessários para compreender as perversões da mente. Então, à tarde e à noite, falaremos sobre o que pode ser feito para nos livrarmos dessas perversões e irmos além — mas esses três pontos básicos devem ser mantidos em mente.
Agora vamos nos preparar para a meditação matinal. Primeiro, dois pontos a serem compreendidos sobre a meditação matinal; depois, vamos nos sentar para praticá-la.
ResponderExcluirA meditação matinal é um processo muito direto e simples. Na verdade, tudo o que é significativo na vida é muito simples e direto. Na vida, quanto mais fútil é uma coisa, mais complicada e complexa ela se torna. Na vida, quanto mais elevada é uma coisa, mais simples e direta ela se torna. É um processo muito direto e simples. A única coisa que você precisa fazer é sentar-se em silêncio e ouvir silenciosamente o mundo de sons ao seu redor. Ouvir tem efeitos maravilhosos. Normalmente, nunca ouvimos. Quando estou falando aqui, se você pensa que está ouvindo, então está cometendo um grande erro. Um som que chega ao ouvido não é o significado de ouvir.
Se você estiver pensando ao mesmo tempo em que estou falando, então não está ouvindo, porque a mente só consegue fazer uma coisa de cada vez, nunca duas coisas ao mesmo tempo. Ou você ouve, ou você pensa. Enquanto você estiver pensando, durante esse tempo a escuta cessará; enquanto você estiver escutando, durante esse tempo o pensamento cessará. Portanto, quando digo que escutar é um processo maravilhoso, o que quero dizer é que, se você simplesmente escutar em silêncio, o pensamento cessará por si só — porque uma das regras essenciais da mente é que ela é incapaz de fazer duas coisas ao mesmo tempo, absolutamente incapaz.
Um homem adoeceu. Há um ano, sua perna estava paralisada. Os médicos lhe disseram que não havia paralisia em seu corpo, que era apenas sua mente imaginando isso. Mas como o homem poderia concordar? Ele estava paralisado! Então, sua casa pegou fogo. Enquanto ela queimava, todas as pessoas que estavam lá dentro correram para fora — e o paralisado também correu! Ele não saía da cama há um ano. Enquanto corria, pensou: “Meu Deus! Como isso aconteceu? Durante um ano, eu nem conseguia me levantar! Como posso estar andando agora?”
O homem me perguntou sobre isso, e eu lhe respondi: “A mente não consegue pensar em duas coisas ao mesmo tempo. A paralisia era um pensamento da mente, mas quando a casa pegou fogo, a mente ficou totalmente concentrada no incêndio, de modo que o primeiro pensamento — de que minhas pernas estavam paralisadas — desapareceu e você saiu correndo da casa! A mente só consegue estar intensamente consciente de uma coisa de cada vez.”
ResponderExcluirA experiência desta manhã consiste em ouvir em silêncio o canto dos pássaros e o sopro do vento, a cacofonia de todos os tipos de sons ao seu redor. Ouça com muita atenção. Concentre-se em apenas uma coisa: “Estou ouvindo. Estou ouvindo totalmente tudo o que está acontecendo. Não estou fazendo mais nada, apenas ouvindo, ouvindo totalmente.”
Estou enfatizando a escuta porque, à medida que você escuta com total atenção, o fluxo contínuo de pensamentos dentro de você se tornará absolutamente silencioso — pois essas duas coisas não podem ocorrer simultaneamente. Portanto, dedique todo o seu esforço à escuta. Esse é um esforço positivo.
Se você tentar afastar os pensamentos, o erro de que acabei de falar começará a ocorrer. Trata-se de um esforço contraproducente. Os pensamentos não podem ser afastados tentando-se livrar deles, mas se a energia da mente, que normalmente é direcionada para o pensamento, começar a fluir para outra direção, os pensamentos automaticamente se enfraquecerão.
Os médicos do homem paralisado costumavam dizer-lhe: “Tire da cabeça a ideia de que você está paralisado. Você não está realmente paralisado”. Mas quanto mais o homem tentava afastar o pensamento de que não estava paralisado, mais se lembrava da sua paralisia. “Se não estou paralisado, então por que estou repetindo: ‘Não estou paralisado’?” Cada vez que ele repetia: “Não estou paralisado”, ele aprofundava e reforçava a sensação de que estava paralisado. A mente desse homem precisava de uma distração. Não havia necessidade de ele tentar interromper o pensamento sobre a paralisia. Se tivesse tido a oportunidade de se envolver em outra coisa, sua paralisia teria desaparecido, pois era uma paralisia da mente, não do corpo. Era necessário que sua mente se afastasse totalmente para que a paralisia desaparecesse.
Felizmente, a casa dele pegou fogo. Pode acontecer que o que parece um desastre acabe se revelando um acontecimento afortunado. Desta vez, foi uma sorte que a casa do homem pegasse fogo, pois toda a sua atenção se voltou repentinamente para o incêndio. Sua mente se deslocou da paralisia à qual estava presa, e a ilusão desapareceu de repente. Era uma ilusão, nada mais do que isso. Na realidade, não havia correntes, havia apenas uma teia de pensamentos. Quando a mente do homem se distraiu, seus pensamentos secaram e ficaram sem vida — porque os pensamentos recebem vida da nossa atenção. Os pensamentos não têm vida própria. Quanto mais atenção dedicamos a um pensamento, mais vivo ele se torna. Quanto mais retiramos nossa atenção, mais morto ele fica. Se a atenção for totalmente retirada, então os pensamentos ficam sem vida, morrem, desaparecem imediatamente.
ResponderExcluirÉ por isso que digo que você deve dedicar toda a sua atenção ao ato de ouvir. Decida com firmeza que nem mesmo o mais leve canto de um pássaro deve passar despercebido, não deve ser ignorado. Você deve ouvir tudo, tudo o que estiver acontecendo ao seu redor — você deve ouvir tudo. Então, de repente, você perceberá que a mente está entrando em um silêncio profundo, que os pensamentos estão se dissipando.
Só há uma coisa a fazer. Basta relaxar o corpo. Ontem eu disse para você primeiro tensionar a mente, mas talvez você tenha entendido mal. Relaxe o seu cérebro. Não o tense. Isso não é necessário — porque se você ficar preso à ideia de tensionar o cérebro, então isso em si se torna um problema. Portanto, abandone essa ideia. Ela não fazia parte da meditação. Eu havia pedido que você fizesse isso apenas para que pudesse ter uma ideia do que é um cérebro tenso e do que é um cérebro relaxado. Não há necessidade de se preocupar com essa ideia. Deixe isso de lado. E agora relaxe. Deixe a mente relaxar. Relaxe todos os tecidos e nervos tensos do seu cérebro. É uma questão de relaxar. A questão não é aprender a arte de tensionar o cérebro. Você precisa esquecer a arte de manter o cérebro tenso. Eu disse isso apenas para que você pudesse entender o contraste entre o seu cérebro estar tenso e estar relaxado. Por enquanto, deixe de lado tudo o que você não consegue entender. Simplesmente relaxe.
Então, por favor, sentem-se todos mantendo alguma distância uns dos outros. Ninguém deve tocar nos outros.
Usem este espaço aqui na frente. Venham para cá ou vão para o fundo, mas ninguém deve ficar encostado em ninguém.
ResponderExcluirPermita que o corpo fique totalmente relaxado e, em seguida, feche os olhos lentamente. Os olhos devem ser fechados com tanta suavidade que não haja qualquer tensão nos olhos. Não feche os olhos com força, caso contrário, sentirá uma tensão. Os músculos dos olhos estão intimamente ligados ao cérebro, por isso deixe-os absolutamente relaxados. Deixe suas pálpebras caírem da mesma forma que as de crianças pequenas. Deixe as pálpebras caírem lentamente, de forma relaxada. Em seguida, relaxe todos os músculos do rosto e da cabeça. Você já viu o rosto de uma criança pequena, absolutamente relaxado, sem nenhuma tensão. Deixe seu rosto assim — absolutamente solto e relaxado. Deixe o corpo também relaxar. No momento em que você deixar tudo relaxar, a respiração se tornará relaxada e silenciosa por si só.
Então faça apenas uma coisa: ouça em silêncio todos os sons que vêm de todos os lados. Um corvo vai emitir um som, um pássaro vai emitir um som, uma criança vai falar na rua — ouça-os em silêncio. Continue ouvindo, ouvindo e ouvindo, e tudo ficará em silêncio dentro de você.
Ouça — ouça em silêncio por dez minutos. Concentre toda a sua atenção em ouvir.
Limite-se a ouvir, sem fazer mais nada.
Ouça... os pássaros estão cantando, o vento agita as árvores — sejam quais forem os sons que chegarem, ouça-os em silêncio.
Ouça... e, aos poucos, dentro de você, um murmúrio de silêncio começará a surgir.
A mente está ficando em silêncio. Continue ouvindo e ouvindo. A mente está ficando em silêncio. A mente está ficando em silêncio. A mente está ficando em silêncio...
A mente ficou em silêncio, a mente ficou absolutamente em silêncio. Um silêncio profundo está presente no interior.
Ouça, simplesmente ouça. Ouça... e, aos poucos, a mente ficará em silêncio.
A mente está ficando em silêncio, a mente está ficando em silêncio, a mente está ficando em silêncio. Continue ouvindo e ouvindo, a mente está entrando em um silêncio absoluto...
AUTOCONHECIMENTO/AUTORREALIZAÇÃO
Tradução do livro: The Inner Journey/A Jornada Interior
De: Bhagwan Shree Rajneesh (OSHO)
रजनीश चन्द्र मोहन जैन
Capítulo 5 - LIBERTAÇÃO DA ILUSÃO DO CONHECIMENTO
ResponderExcluir4 de fevereiro de 1968, no acampamento de meditação de Ajol.
Meus amados,
O estado da mente humana é como uma colmeia de abelhas em agitação. Pensamentos, pensamentos e mais pensamentos zumbem sem parar. Cercado por esses pensamentos, o homem vive em ansiedade, tensão e preocupação. Para reconhecer e compreender a vida, a mente precisa estar silenciosa como um lago sem ondulações. Para se familiarizar com a vida, a mente precisa estar límpida como um espelho sem poeira.
Nossa mente é como uma colmeia de abelhas; não é nem um espelho nem um lago tranquilo. Se pensarmos que, com uma mente assim, seremos capazes de compreender alguma coisa, de alcançar algo ou de nos tornarmos algo, estaremos cometendo um grande erro.
É extremamente necessário libertar-se desse fluxo intenso de pensamentos. Ter pensamentos, pensamentos e mais pensamentos zumbindo na cabeça não é sinal de saúde, é sinal de uma mente doente. Quando a mente está totalmente pura e limpa, quando está saudável, os pensamentos desaparecem. A consciência permanece, mas os pensamentos desaparecem. Quando a mente está doente e insalubre, a consciência desaparece e apenas a multidão de pensamentos permanece. Vivemos nessa multidão de pensamentos. Da manhã à noite, da noite à manhã, do nascimento à morte, vivemos em uma multidão de pensamentos.
Como podemos nos livrar dessa enxurrada de pensamentos? Falamos um pouco sobre isso pela manhã e surgiram algumas perguntas relacionadas ao que eu disse. Vou responder a essas perguntas agora.
A primeira coisa a entender é que livrar-se dos pensamentos é o segundo passo. O primeiro passo é, antes de mais nada, não criar um acúmulo de pensamentos. Se, por um lado, você continua acumulando pensamentos e, por outro, tenta se livrar deles, como vai conseguir? Se quisermos nos livrar das folhas de uma árvore e continuarmos regando suas raízes, como poderemos nos livrar das folhas? Enquanto regamos as raízes, parece que não percebemos que existe alguma relação entre as raízes e as folhas — uma relação profunda. As raízes e as folhas parecem estar separadas. Mas as folhas não estão separadas das raízes, e a água que é dada às raízes sobe diretamente até as folhas.
ResponderExcluirAssim, acumulamos muitos pensamentos e regamos suas raízes; e então, quando os pensamentos deixam a mente muito inquieta e perturbada, queremos encontrar uma maneira de silenciá-los. Para impedir que a árvore dê folhas, precisamos parar de regar suas raízes. Devemos compreender como regamos as raízes dos nossos pensamentos — se conseguirmos entender isso, poderemos interromper esse processo. Então, não demorará muito para que as folhas murchem. Como regamos nossos pensamentos?
Há milhares de anos, o homem tem a ilusão de que é possível alcançar o conhecimento acumulando os pensamentos alheios. Isso é absolutamente falso e errado. Nenhum homem jamais alcançará o conhecimento acumulando os pensamentos alheios. O conhecimento vem de dentro e os pensamentos vêm de fora. O conhecimento é nosso, e os pensamentos são sempre dos outros, sempre emprestados. O conhecimento é a pulsação do seu próprio ser, é a revelação daquilo que está oculto dentro de você. Os pensamentos são uma coleção do que os outros disseram — você pode coletá-los do Gita, do Alcorão, da Bíblia, de professores ou de líderes religiosos.
Tudo o que recebemos das outras pessoas não se torna nosso conhecimento, mas sim um meio de esconder nossa ignorância. E quando a ignorância de uma pessoa está oculta, ela nunca consegue alcançar o conhecimento. Como temos a ideia de que isso é nosso conhecimento, nos agarramos a ele com todo o nosso ser. Nos agarramos aos nossos pensamentos, não temos coragem suficiente para abandoná-los. Nós os defendemos porque pensamos que são nosso conhecimento e que, se os perdermos, nos tornaremos ignorantes. Mas lembre-se: por mais que alguém se agarre aos pensamentos, não se torna sábio por meio deles.
Quando um homem cava um poço, primeiro retira a terra e as pedras, e então a água escorre pelas laterais do poço e o enche. A água já estava lá, não precisava ser trazida de nenhum outro lugar. Apenas algumas pedras e algumas camadas de terra precisavam ser removidas. Havia alguns impedimentos, alguns obstáculos; assim que foram removidos, a água apareceu. Não era necessário trazer água para o poço, ela já estava lá — apenas alguns impedimentos precisavam ser removidos.
ResponderExcluirO conhecimento está dentro de nós; não é preciso buscá-lo em outro lugar. Suas fontes estão ocultas em nosso interior; basta remover os obstáculos que se interpõem — as pedras e a terra — cavando, e então as fontes do conhecimento começarão a surgir.
Mas é possível cavar um poço, e é possível construir um lago. Construir um lago é diferente. Não é preciso procurar nascentes de água para construir um lago. A maneira de construir um lago é completamente oposta à de cavar um poço. Para construir um lago, não é preciso escavar pedras e terra; é preciso trazê-las de outro lugar e fazer uma parede com elas. E quando a parede estiver construída, a água não vem por si só; é preciso tirar água dos poços de outras pessoas e colocá-la no lago. Superficialmente, um lago dá a ilusão de ser um poço. Parece ser um poço. É possível ver água em um lago e também em um poço, mas a diferença entre um lago e um poço é a mesma que existe entre a terra e o céu.
A primeira diferença é que um lago não tem água própria. Nenhuma sede neste mundo é saciada por algo que não nos pertença. Tudo o que há em um lago é emprestado e logo se torna rançoso e podre, porque — o que é emprestado não está vivo, está morto. A água que fica parada no lago fica estagnada, apodrece e logo começará a cheirar mal.
Mas um poço tem sua própria fonte de água; a água nunca fica parada. Um poço tem sua própria água corrente.
Dois processos diferentes ocorrem em uma lagoa e em um poço. A lagoa tem medo de que alguém leve sua água embora — porque, se sua água se for, ela ficará vazia. Já o poço quer que alguém tire sua água para que mais água fresca possa enchê-lo — fresca e mais viva. O poço clama: “Tira minha água, quero compartilhá-la!” E a lagoa clama: “Fica longe! Não toque na minha água, não leve a minha água!” Uma lagoa quer que alguém que tenha água a traga e a despeje nela, para que sua riqueza cresça. Mas se alguém tiver um recipiente, o poço quer que essa pessoa leve um pouco de sua água para que ele possa se livrar da água que ficou velha e receber água nova. Um poço quer compartilhar, uma lagoa quer acumular. Um poço tem riachos que estão conectados ao oceano. Um poço parece pequeno, mas no seu íntimo está conectado com o infinito. E por maior que um lago possa parecer, ele não tem relação com ninguém, termina em si mesmo e é fechado. Não tem riachos. Não tem como se conectar com o infinito.
ResponderExcluirSe alguém for até a lagoa e falar sobre o oceano, a lagoa vai rir e dizer: “Não existe nada chamado oceano. Tudo é uma lagoa. Não há oceano em lugar nenhum!” A lagoa não tem a menor ideia do que é o oceano.
Mas se alguém elogiar a beleza do poço, então o poço pensará: “O que é meu? Tudo vem do oceano. O que sou eu? Tudo o que chega até mim está ligado, a uma grande distância, a outra coisa.” Um poço não pode ter nenhum “eu” próprio — “eu sou”, mas um lago tem um ego — “eu sou”. E o interessante é que um poço é muito grande e um lago é muito pequeno. Um poço tem sua própria riqueza, mas um lago não tem riqueza própria.
A mente do homem pode se tornar um poço ou um lago — essas são as duas únicas possibilidades de como a mente do homem pode ser. E uma pessoa cuja mente se torna um lago, aos poucos, aos poucos, enlouquece.
As mentes de todos nós se tornaram um lago. Não criamos um poço, criamos um lago. Coletamos coisas de todas as partes do mundo — de livros, de escrituras, de ensinamentos —, reunimos tudo isso e pensamos que nos tornamos eruditos. Cometemos o mesmo erro que o lago. O lago pensava que era um poço — a ilusão pode surgir porque se vê água em ambos.
Você pode encontrar conhecimento em um erudito, em um professor e em uma pessoa consciente, mas um erudito é como uma lagoa e uma pessoa consciente é como um poço. Há uma diferença entre os dois. Você não consegue imaginar o quão fundamental e profunda é essa diferença. O conhecimento de um erudito é emprestado, obsoleto e podre. Quaisquer que sejam os problemas que surgiram no mundo, eles se devem ao conhecimento dos eruditos. De quem é a luta entre hindus e muçulmanos? É a luta dos estudiosos. A oposição entre um jainista e um hindu é a oposição entre estudiosos. É uma oposição de eruditos, é uma oposição de mentes podres, emprestadas e obsoletas.
Todos os problemas que ocorreram pelo mundo inteiro se devem a mentes que se tornaram lagoas. Caso contrário, há apenas pessoas no mundo — ninguém é cristão, hindu, muçulmano ou jainista. Esses são apenas os rótulos das lagoas. A lagoa coloca um rótulo em si mesma — um rótulo do poço de onde extraiu sua água. Alguém tirou água do Gita, então é hindu; alguém tirou água do Alcorão, então é muçulmano. Uma pessoa consciente não tira água dos outros, a água vem de dentro dela, vem da existência — por isso, ela não pode ser nem hindu, nem muçulmana, nem cristã. Uma pessoa consciente não pode pertencer a nenhuma seita, mas um erudito não pode existir sem uma seita. Sempre que há um erudito, ele pertencerá a uma seita.
ResponderExcluirTransformamos nossa mente em algo obsoleto e emprestado, e depois nos agarramos a ela. Como eu disse — um lago clama: “Não tirem minha água! Se a água se for, ficarei vazio, não restará nada dentro de mim. Minha riqueza é emprestada, por isso ninguém deve levá-la embora!”
Lembre-se: a riqueza que diminui ao ser distribuída é sempre emprestada e falsa. A riqueza que cresce ao ser distribuída é verdadeira. A riqueza que se esgota ao ser compartilhada não é riqueza alguma, é apenas um acúmulo. Somente a riqueza que cresce ao ser compartilhada é verdadeira riqueza. A qualidade da riqueza é que ela deve crescer ao ser compartilhada; se ela diminui ao ser compartilhada, então não é riqueza. E quem tem medo de que sua riqueza desapareça ao ser compartilhada deve cuidar muito bem dela.
Portanto, toda riqueza emprestada é um problema. Como nunca é real, surge o medo de que ela desapareça, e por isso nos agarramos a ela com mais força. Agarramo-nos firmemente aos nossos pensamentos. Preocupamo-nos mais com eles do que com nossas próprias vidas. Todo esse lixo que se acumulou em nossas mentes não chegou lá por acaso — nós o organizamos, nós o acumulamos e estamos cuidando dele.
Portanto, se pensarmos que o conhecimento surge com o acúmulo de pensamentos, nunca seremos capazes de nos libertar deles. Como poderemos nos libertar? Seria como regar as raízes e depois cortar as folhas — isso não é possível. Portanto, a primeira coisa básica que precisa ser compreendida é que conhecimento e uma coleção de pensamentos são duas coisas diferentes. Pensamentos adquiridos ou emprestados de outros não são conhecimento. Pensamentos retirados de outras fontes não conduzem o homem à verdade ou a si mesmo. Esse conhecimento é falso, é pseudoconhecimento. Ele cria a ilusão de que alcançamos o conhecimento, mas, na realidade, nada é conhecido. Continuamos ignorantes.
ResponderExcluirEssa situação é semelhante à de alguém que lê muitos livros sobre natação e aprende tanto sobre o assunto que, se tiver que dar uma palestra sobre natação ou escrever um livro sobre o tema, ele consegue — mas se alguém o empurrar para dentro de um rio, fica claro que ele não sabe nadar! Ele havia lido e estudado tudo sobre o assunto, conhecia toda a teoria — mas, na prática, não sabia nadar.
Havia um faquir muçulmano chamado Nasruddin. Certa vez, ele estava atravessando um rio, sentado em um barco. Ele e o barqueiro conversavam durante a viagem. Nasruddin era considerado uma pessoa muito erudita. Quando pessoas eruditas têm a chance de provar que alguém é ignorante, elas não perdem essa oportunidade. Nasruddin perguntou ao barqueiro: “Você sabe ler?”
O barqueiro disse: “Não, eu sei falar. Não sei nada sobre ler e escrever.” Nasruddin disse: “Um quarto da sua vida foi desperdiçado em vão, porque, se você não sabe ler, como poderá adquirir conhecimento na vida? Idiota! Alguém consegue adquirir conhecimento sem saber ler?” Mas o barqueiro começou a rir baixinho.
Então, eles seguiram um pouco mais adiante e Nasruddin perguntou: “Você entende alguma coisa de matemática?”
O barqueiro disse: “Não, não entendo nada de matemática; só conto com os dedos.”
Nasruddin disse: “Mais um quarto da sua vida foi desperdiçado em vão, pois quem não sabe matemática, quem não sabe calcular, não consegue ganhar nada na vida. Como poderia ganhar? É preciso saber contar para poder ganhar alguma coisa. O que você vai ganhar? Metade da sua vida foi desperdiçada.”
Então, uma tempestade, um furacão, se abateu sobre eles, e o barco virou e afundou. O barqueiro perguntou: “Você sabe nadar?”
ResponderExcluirNasruddin gritou: “Não, eu não sei nadar!”
O barqueiro gritou: “Sua vida inteira foi desperdiçada. Eu vou embora. Não sei matemática, nem sei ler, mas sei nadar! Por isso, vou deixar você para trás! Sua vida inteira foi desperdiçada!”
Na vida, existem algumas verdades que só podem ser conhecidas pelo próprio indivíduo; elas não podem ser conhecidas por meio de livros ou escrituras. A verdade da alma ou a verdade do universo só pode ser conhecida pelo próprio indivíduo — não há outra maneira.
Essas coisas estão escritas nas escrituras — podemos lê-las, compreendê-las, memorizá-las e aprendê-las. Podemos falar sobre elas para outras pessoas, mas não adquirimos nenhum conhecimento.
O acúmulo de fatos e opiniões alheias não é sinal de conhecimento, é apenas sinal de ignorância. Uma pessoa consciente e desperta está livre de todo esse “conhecimento”. Não se trata de ela acumular mais fatos — ela conhece a si mesma. Com esse autoconhecimento, a mente não é uma colmeia agitada de abelhas, é um espelho, um lago.
Nossa mente é uma colmeia fervilhante de pensamentos que temos alimentado porque acreditamos que sejam conhecimento. Demos-lhes espaço em nossa casa; fizemos deles residentes. Transformamos nossa mente em um caravançarai: quem quer que chegue pode ficar lá, desde que vista as roupas do conhecimento — então, tem o direito de permanecer. E a multidão no caravançarai aumentou e cresceu tanto que se tornou difícil decidir quem é o dono dessa multidão. Os hóspedes fazem tanto barulho que aquele que grita mais alto se torna o dono. E não sabemos quem é o verdadeiro dono.
Cada pensamento clama em voz alta que é o mestre; assim, neste caravançarai lotado, tornou-se impossível saber quem é o verdadeiro mestre.
Nenhum pensamento quer ir embora. Como alguém a quem convidamos para ficar poderia ir embora? É fácil convidar um hóspede, mas não é tão fácil livrar-se dele. Há milhares de anos, os hóspedes vêm se acumulando na mente do homem e, se eu lhe pedir para se despedir deles hoje, você não conseguirá se livrar deles imediatamente. Mas, se compreendermos a natureza de nossas ilusões, será possível livrar-nos delas. Nós valorizamos esses pensamentos por causa da nossa ilusão de que eles são conhecimento; portanto, a primeira coisa a compreender é que todos os pensamentos aprendidos com os outros são fúteis. Se isso ficar claro para nós, então teremos cortado a própria raiz da nossa coleção de pensamentos e ideias; teremos parado de regar as raízes.
ResponderExcluirUm velho sábio estava atravessando uma selva com um de seus jovens monges. A noite caiu e começou a escurecer. O velho sábio perguntou ao jovem monge: “Filho, você acha que há algum perigo neste caminho? Este é um caminho que atravessa uma floresta densa e está escurecendo. Há algo a temer?”
O jovem monge ficou muito surpreso, pois a questão do medo não deveria se colocar para um sannyasin. Seja a noite escura ou clara, seja na floresta ou no mercado, é muito surpreendente que um sannyasin sinta medo. E aquele velho nunca tinha sentido medo. O que teria acontecido hoje? Por que ele estava com medo? Algo estava errado!
Então, seguiram um pouco mais adiante e a noite ficou mais escura. O ancião perguntou novamente: “Há algo com que devamos nos preocupar? Chegaremos logo à outra cidade? A que distância fica?” Em seguida, pararam perto de um poço para lavar as mãos e o rosto. O ancião entregou a bolsa que carregava no ombro ao jovem monge e disse: “Cuide bem dela.”
O jovem pensou: “Certamente deve haver algo dentro da bolsa; caso contrário, não haveria motivo para medo nem para tomar cuidado com ela.”
Se um sannyasin se preocupa com alguma coisa, isso é estranho. Nesse caso, não faz sentido tornar-se um sannyasin, pois quem se preocupa com as coisas é um homem de família. Com o que um sannyasin precisa se preocupar?
O velho começou a lavar o rosto. O jovem enfiou a mão dentro da bolsa e viu um tijolo de ouro lá dentro. Então, compreendeu o motivo do medo. Ele jogou o tijolo fora na floresta e colocou uma pedra do mesmo peso dentro da bolsa. O velho voltou rapidamente depois de lavar o rosto, pegou a bolsa com rapidez, tocou-a, sentiu o peso, colocou-a no ombro e começou a caminhar novamente.
Depois de caminhar um pouco, ele disse: “Está ficando bem escuro, será que nos perdemos? Há algum perigo?”
ResponderExcluirO jovem disse: “Não tenha medo! Eu já me livrei do medo.”
O velho sábio ficou chocado. Ele imediatamente olhou dentro do saco e viu que, em vez do ouro, havia uma pedra lá dentro. Por um momento, ele ficou ali paralisado, depois começou a rir e disse: “Eu fui um idiota. Eu estava carregando uma pedra, mas tinha medo porque achava que era um lingote de ouro.” Quando percebeu que estava carregando uma pedra, ele a jogou fora e disse ao jovem monge: “Esta noite vamos dormir aqui, porque é difícil encontrar o caminho no escuro.” Naquela noite, eles dormiram tranquilamente na floresta.
Se você acredita que seus pensamentos e ideias são tijolos de ouro, vai cuidar muito bem deles e ficar muito apegado a eles. Mas quero lhe dizer que não são tijolos de ouro, são apenas pedras pesadas. O que você pensa ser conhecimento não é conhecimento algum, não é ouro, é absolutamente uma pedra.
O conhecimento adquirido de outras pessoas é apenas uma pedra. Somente o conhecimento que vem de dentro de você é ouro. O dia em que você perceber que está carregando uma pedra na mochila será o dia em que tudo isso acabará. Então, não haverá dificuldade em jogar a pedra fora.
Não há dificuldade em jogar fora o lixo, mas há dificuldade em jogar fora o ouro. Enquanto você sentir que seus pensamentos são conhecimento, não conseguirá se livrar deles — e sua mente continuará perturbada. Você pode tentar milhares de maneiras de acalmá-la, mas nada funcionará, porque, no fundo, você quer que os pensamentos permaneçam, pois acredita que eles são conhecimento. As maiores dificuldades da vida surgem do equívoco de pensarmos que algo é o que não é. Então, surgem todos os tipos de problemas. Se alguém pensa que uma pedra é um tijolo de ouro, os problemas começam. Se alguém percebe que uma pedra é uma pedra, então o assunto está encerrado.
Portanto, o tesouro dos nossos pensamentos não é um tesouro real — é preciso compreender esse fato. Como compreender isso? Você compreenderá só porque eu digo que é assim? Se você compreender apenas porque eu digo, essa compreensão será algo emprestado, será inútil. Não se trata de você compreender algo só porque eu digo — você precisa ver, buscar e reconhecer por si mesmo.
Se o jovem monge tivesse dito ao velho: “Continue andando! Não há motivo para se preocupar. Há uma pedra na sua bolsa, não ouro!”, mesmo assim isso não teria feito diferença alguma para o velho até que ele visse com seus próprios olhos que era mesmo assim. Se o jovem tivesse simplesmente dito isso a ele, ele não teria acreditado. Ele teria apenas rido do jovem e pensado que ele era apenas um menino, que era ignorante, que não sabia de nada. Ou ele poderia ter acreditado nele e aceitado suas palavras, mas sua aceitação teria sido falsa — no fundo, ele ainda teria se agarrado à ideia de manter o tijolo de ouro em segurança. Mas ver por si mesmo fez a diferença.
ResponderExcluirPor isso, é necessário olhar para dentro da bolsa da nossa mente e verificar se o que consideramos conhecimento é realmente conhecimento, ou se apenas acumulamos lixo. Acumulamos os sutras do Gita, as passagens dos Vedas, as palavras de Mahavir e de Buda, e estamos continuamente nos lembrando delas, refletindo sobre elas e buscando significados nelas. Continuamos lendo e escrevendo comentários sobre elas e discutindo-as uns com os outros.
Criou-se uma loucura absoluta. O conhecimento não tem nada a ver com essa loucura. Nenhuma chama, nenhuma luz surgirá em suas vidas a partir disso. E, ao acumular esse lixo, vocês criarão a ilusão de que alcançaram uma grande riqueza de conhecimento, de que são grandes mestres, de que possuem tanto que seu cofre está cheio — e viverão suas vidas assim, destruindo-as.
Um jovem monge estava hospedado em um mosteiro. Ele tinha ido até lá para estar na presença de um velho sábio, mas, em poucos dias, percebeu que o ancião não sabia absolutamente nada. De ouvir sempre as mesmas coisas todos os dias, ele ficou farto. Pensou que deveria deixar aquele mosteiro e procurar outro mestre em outro lugar. Aquele não era o lugar certo para ele.
Mas, no dia em que ele deveria partir, outro monge visitou o mosteiro. Naquela noite, os residentes do mosteiro se reuniram e conversaram sobre muitas coisas. O novo monge era muito versado em tantos assuntos, muito perspicaz e sensível, muito profundo e intenso, e o jovem monge pensou que era assim que um mestre deveria ser. Em menos de duas horas, o novo monge havia cativado a todos. O jovem monge pensou que o velho mestre devia estar sentindo muita dor e muito deprimido por ser tão velho e ainda não ter aprendido nada, enquanto aquele recém-chegado sabia tanto.
Após duas horas, quando as palestras terminaram, o monge convidado olhou para o velho mestre e perguntou: “O que o senhor achou das minhas palestras?”
ResponderExcluirO velho disse: “Minhas palavras? Você estava falando, mas nada disso era de sua autoria. Eu estava ouvindo com muita atenção, esperando que você dissesse alguma coisa, mas você não disse absolutamente nada!”
O monge visitante respondeu: “Se não era eu quem falava, então quem tem falado nas últimas duas horas?” O ancião disse: “Se você quer saber minha opinião sincera e autêntica, então eram os livros e as escrituras que falavam de dentro de você, mas você não falou nada. Você nem sequer disse uma única palavra. Você estava expelindo, vomitando tudo o que havia acumulado. E, por causa do seu vômito, fiquei com medo de que você fosse uma pessoa muito doente. Durante duas horas, você continuou vomitando tudo o que estava acumulado no seu estômago e encheu a sala inteira de sujeira e fedor. Não senti nem um pouco do perfume do conhecimento, porque tudo o que é absorvido de fora e depois expelido certamente tem o fedor do vômito. Você não disse nada por conta própria; nenhuma palavra foi sua.”
Depois de ouvir o velho sábio, o jovem monge que desejava deixar o mosteiro decidiu ficar. Naquele dia, pela primeira vez, ele compreendeu que existem diferentes tipos de conhecimento. Um tipo de conhecimento é aquele que adquirimos do exterior, e outro é aquele que surge de dentro. Tudo o que adquirimos do exterior torna-se um fardo, não nos liberta — somos libertados por aquilo que vem de dentro.
Portanto, a primeira coisa a se examinar interiormente é: você realmente sabe tudo o que acha que sabe? É necessário questionar cada pensamento e cada palavra que você conhece: você realmente sabe disso? E se a resposta for “não sei”, então todos os tijolos de ouro da sua vida se transformarão lentamente em pedras. É possível enganar todo mundo no mundo, mas não é possível enganar a si mesmo.
Ninguém pode enganar a si mesmo. O que você não sabe, você não sabe. Se eu lhe perguntar: “Você conhece a verdade?”, e se você balançar a cabeça e disser: “Sim, conheço”, então você não está sendo sincero. Pergunte a si mesmo, no seu íntimo: “Eu conheço a verdade ou apenas aceitei as coisas que ouvi? E se eu não conheço, então essa verdade não vale nem um centavo. Como algo que eu não conheço pode mudar minha vida? Somente a verdade que eu conheço pode se tornar uma revolução na minha vida. A verdade que eu não conheço não vale nada. Essa verdade é falsa, não é verdade alguma; é tudo emprestado e não vai mudar nada na minha vida.”
ResponderExcluirÉ como perguntar a você: “Você sabe o que é a alma?”, e você responder: “Sim, sei, porque li sobre isso em livros, e o sacerdote que ensina em nosso templo diz que a alma existe”. O homem memoriza como um papagaio tudo o que lhe é ensinado, mas essa memorização não tem nada a ver com conhecimento. Se você nasce em uma família hindu, torna-se um tipo de papagaio; se nasce em uma família jainista, torna-se outro tipo de papagaio; e se nasce em uma família muçulmana, torna-se um terceiro tipo de papagaio — mas, em cada situação, você se torna um papagaio. Tudo o que lhe é ensinado, você passa a vida inteira repetindo. E como há papagaios semelhantes ao seu redor, ninguém se opõe, ninguém discute. Esses outros papagaios balançam a cabeça — você está absolutamente certo — porque aprenderam a mesma coisa que você aprendeu. Em reuniões religiosas, os líderes religiosos estão ensinando e todos balançam a cabeça e concordam que eles estão absolutamente certos — porque tudo o que os líderes religiosos aprenderam, o povo também aprendeu. E ambos os grupos estão sentados ali pensando que também aprenderam isso e todos balançam a cabeça concordando que “Sim! O que está sendo dito está absolutamente certo! A mesma coisa está escrita em nossos livros também; nós também lemos a mesma coisa.”
A humanidade inteira foi enganada no que diz respeito ao conhecimento. Esse engano é uma conspiração contra o homem. Todo esse conhecimento precisa ser eliminado e descartado; somente assim você poderá adquirir o tipo de conhecimento à luz do qual a existência é vivenciada e a chama da alma é vista. Isso não é possível com o pseudoconhecimento. O pseudoconhecimento não é luz alguma — a casa está escura, a lâmpada está apagada, mas as pessoas estão se convencendo mutuamente e explicando umas às outras que a lâmpada está acesa. E depois de ouvir isso repetidamente, também começamos a dizer que a lâmpada está acesa, porque em algum lugar dentro de nós há medo. Outros dizem que, se você não vir a lâmpada acesa, irá para o inferno. Eles conseguem ver a lâmpada acesa e, assim, aos poucos, você também começa a vê-la.
Era uma vez um grande rei. Certa manhã, um estranho misterioso apareceu e disse-lhe: “Você já conquistou toda a Terra, por isso as roupas dos seres humanos não lhe servem. Vou trazer-lhe roupas dos deuses.” A mente do rei ficou gananciosa. Seu intelecto dizia: “Como pode haver roupas dos deuses?” — o intelecto duvida até mesmo da existência dos deuses — mas ele estava ganancioso porque pensava que talvez houvesse deuses em algum lugar e que, se suas roupas fossem trazidas a ele, ele seria o primeiro homem na história da humanidade a vestir roupas de deus. E de que maneira esse homem poderia enganá-lo? Ele era um grande imperador. Tinha bilhões e trilhões de rúpias simplesmente jogadas por aí. Mesmo que o homem pedisse dez ou cinquenta mil rúpias, não faria diferença! Ele perguntou ao homem: “Tudo bem, qual será o custo?”
ResponderExcluirO homem disse: “Vai custar pelo menos cem mil rúpias, porque, para chegar aos deuses, é preciso pagar um grande suborno. Não são só os homens que aceitam subornos; os deuses também são muito espertos, eles também pedem subornos! E um homem aceita uma quantia pequena — ele é pobre —, mas os deuses não aceitam uma quantia pequena. Só se for uma grande pilha de dinheiro é que eles vão dar atenção; caso contrário, nem sequer conseguem ver. Portanto, é muito difícil, mas será preciso gastar pelo menos um crore de rúpias.”
O rei disse: “Tudo bem, não há problema. Mas lembre-se: se você me enganar, perderá a vida — e, a partir de hoje, haverá guardas armados ao redor da sua casa.”
Cem mil rúpias foram entregues ao homem e sua casa foi colocada sob guarda. Todos os vizinhos ficaram surpresos, pasmos! Não conseguiam acreditar nisso. Pensavam: “Onde estão os deuses e onde está o céu deles? Este homem não parece ir nem vir de lugar algum”. Ele permaneceu dentro de casa e disse a todos: “Daqui a seis meses, mostrarei a vocês as vestes de Deus”. Todos estavam céticos, mas o rei não se preocupava, pois o homem estava sob a guarda de espadas nuas. Ele não poderia ter fugido, não poderia ter enganado. Mas o homem era muito mais inteligente do que o rei. Após seis meses, ele saiu de casa com uma caixa muito bonita e disse aos soldados: “Vamos para o palácio. Hoje é o dia! As roupas chegaram!”
Toda a capital se reuniu. Reis e imperadores vindos de longe se reuniram para ver. Foi organizada uma grande celebração. O homem havia entrado na corte com a caixa, então não havia motivo para qualquer dúvida. Ele trouxe a caixa e a colocou no chão. Abriu a tampa da caixa, colocou a mão dentro, tirou a mão vazia e disse ao rei: “Pegue este turbante!” O rei olhou e disse: “Não vejo nenhum turbante, sua mão está vazia.”
ResponderExcluirImediatamente, o homem disse: “Deixe-me lembrá-lo de uma coisa: os deuses disseram que somente uma pessoa nascida de seu próprio pai poderá ver o turbante e as roupas. Agora você vê o turbante?”
O rei disse: “Claro que consigo ver!” Não havia nenhum turbante ali, a mão do homem estava vazia — mas todos os cortesãos começaram a aplaudir. Eles também não conseguiam ver o turbante, mas todos começaram a dizer: “Nunca vimos um turbante tão bonito. O turbante é muito bonito, único, maravilhoso! Ninguém jamais viu um turbante assim.”
Quando todos os cortesãos começaram a dizer que o turbante era muito bonito, o rei ficou numa situação difícil. E então o homem disse: “Então tire o seu turbante e coloque este!”
O rei tirou o próprio turbante e colocou o turbante que não existia. Se fosse apenas um turbante, tudo bem, mas logo o rei se viu em apuros. Primeiro, tiraram-lhe o casaco, depois a camisa e, por fim, chegou o momento em que ele teve de tirar a última peça de roupa. O rei estava agora nu, mas todos os cortesãos gritavam: “Que roupas lindas! Maravilhosas! Nunca vimos roupas assim!” Cada cortesão tinha que dizer isso bem alto, para que ninguém duvidasse se ele era filho do próprio pai ou não.
E quando toda a multidão gritava sobre as roupas, cada um pensava que ou havia algo de errado com seus olhos ou que, até então, ele estava enganado a respeito de seu pai. Se todas as outras pessoas estão gritando sobre as roupas, elas devem estar certas. Tanta gente não pode estar errada; é uma maioria tão grande. Quando todos dizem a mesma coisa, deve estar certo. Isso é democracia — todos estão de acordo. Quando tantas pessoas concordam, não podem estar todas erradas. Então, cada um pensou que só ele estava errado e que, se ficasse em silêncio, as pessoas pensariam que ele não conseguia ver.
O rei ficou com medo — deveria tirar a última peça de roupa ou não? Por um lado, ele temia que toda a corte o visse nu e, por outro, temia que, se o mundo soubesse que ele não era filho de seu pai, surgissem muitas dificuldades — talvez fosse melhor ficar nu. Era um grande dilema — se ele caísse de um lado, havia um poço; se caísse do outro, havia uma vala. No fim, pareceu-lhe melhor aceitar a nudez. Pelo menos seu pai estava salvo, sua dinastia estava salva. Ele pensou: “O povo vai me ver nu, e daí! Se todos estão vendo as roupas, então talvez eles realmente possam vê-las e apenas eu esteja errado — e isso criará complicações desnecessárias.” Então, ele deixou cair a última peça de roupa e ficou ali, nu.
ResponderExcluirEntão o homem disse: “Ó rei! As vestes dos deuses desceram pela primeira vez à Terra. O senhor deveria organizar uma procissão e percorrer a cidade em uma carruagem.” O rei ficou muito assustado, mas agora não havia mais saída.
Quando o homem comete um erro na primeira etapa, torna-se muito difícil parar em qualquer etapa posterior — e torna-se muito difícil voltar atrás. Se alguém não for honesto na primeira etapa, continuará se tornando cada vez mais hipócrita nas etapas seguintes; torna-se difícil para ele saber de onde voltar, pois cada etapa se tornou interligada com muitas outras.
Então, o rei ficou em apuros. Ele não podia recusar. Foi levado em uma procissão numa carruagem... Talvez você também estivesse lá, pois havia muita gente naquela cidade. Todos viram a procissão, então você também poderia estar lá e ter elogiado as roupas; ninguém iria querer perder essa oportunidade. Todo mundo elogiava as roupas em voz alta, dizendo que eram muito bonitas.
Apenas uma criança que estava na multidão, sentada nos ombros do pai, disse: “Pai, parece que o rei está nu!”
Seu pai disse: “Idiota, cale a boca! Você é jovem, não tem experiência. Quando ganhar experiência, também começará a ver as roupas. Eu consigo ver as roupas.”
As crianças às vezes dizem a verdade, mas os mais velhos não lhes dão crédito, porque têm mais experiência. E a experiência é algo muito perigoso! Por causa de sua experiência, o pai disse: “Fica quieto! Quando tiveres experiência, verás as roupas. Todos nós podemos vê-las — achas que somos loucos?”
ResponderExcluirÀs vezes, as crianças dizem: “Não podemos ver Deus numa estátua.”
Então, os mais velhos dizem: “Fiquem em silêncio! Nós conseguimos ver Deus. Rama está ali. Quando vocês ganharem experiência, também o verão.”
O homem está preso a um engano universal. E quando todos estão presos ao mesmo engano, torna-se difícil percebê-lo. Você precisa descobrir se as vestes do conhecimento — que você considerava como vestes — são realmente vestes, ou se você está nu, vestindo roupas invisíveis. Você precisa testar cada um dos seus pensamentos de acordo com este critério: “Eu sei disso?” Se você não sabe, então esteja pronto para ir para o inferno, em vez de continuar se agarrando a esse pseudoconhecimento.
A primeira condição da autenticidade é que, sobre aquilo que não se sabe, deve-se admitir que não se sabe — caso contrário, será o início da hipocrisia. Normalmente, não conseguimos perceber os grandes enganos, apenas os pequenos. Se alguém te engana por algumas rúpias, tu percebes; mas se alguém fica de mãos postas diante de uma estátua de pedra e diz: “Ó Deus! Ó Senhor!”, sabendo muito bem que a estátua é de pedra e que não há nenhum deus, nenhum senhor ali, então, embora esse homem possa parecer autêntico e religioso, é difícil encontrar um enganador ou hipócrita maior nesta terra. Ele está sendo absolutamente enganador, está dizendo algo absolutamente falso — ele não está sentindo nada dentro de si. Mas ele não consegue reunir coragem suficiente para compreender o que está dizendo, o que está fazendo.
Uma pessoa religiosa é aquela que reconhece o que sabe e o que não sabe; esse reconhecimento é o primeiro passo para se tornar uma pessoa religiosa. Uma pessoa religiosa não é aquela que afirma conhecer Deus e a alma, que afirma ter visto o céu e o inferno. Uma pessoa religiosa é aquela que afirma não saber nada, que é absolutamente ignorante — “Não tenho conhecimento algum. Eu nem mesmo me conheço, então como posso dizer que conheço a existência! Eu nem mesmo conheço a pedra que está diante da minha casa. Como posso dizer que conheço o divino? A vida é muito misteriosa, muito desconhecida. Eu não sei nada. Sou absolutamente ignorante.”
Se você tiver a coragem de ser ignorante e a coragem de aceitar que é ignorante, então poderá iniciar o caminho para se libertar do emaranhado de seus pensamentos — caso contrário, nem mesmo poderá começar. Portanto, uma coisa precisa ser compreendida: somos muito ignorantes, não sabemos nada. E tudo o que parecemos saber é absolutamente falso, emprestado e obsoleto. É como um lago, não é como um poço. Se alguém deseja criar um poço em sua vida, então é muito necessário libertar-se da ilusão do lago.
ResponderExcluirE agora uma pergunta: Seus ensinamentos são muito semelhantes aos de J. Krishnamurti. Qual é a sua opinião sobre ele?
Não tenho opinião formada. Em primeiro lugar, não conheço Krishnamurti.
O segundo ponto é que, se, quando estou dizendo algo, você comparar com outra pessoa — com quem eu sou parecido, com quem não sou parecido —, então você não conseguirá me ouvir. Você perderá tempo com essa comparação. É absolutamente impossível que haja qualquer semelhança entre as palavras de duas pessoas, porque duas pessoas não são semelhantes. Duas folhas não são semelhantes; duas pedras não são semelhantes. Pode haver uma semelhança em algumas palavras, pode haver uma semelhança superficial em alguma coisa, mas cada pessoa no mundo é tão diferente e tão distinta que nada pode ser exatamente semelhante.
Se você começar a comparar o que estou dizendo com o Gita, ou com Krishnamurti, ou com Ramakrishna, ou com Mahavira, então não conseguirá me ouvir, porque esses Ramakrishnas, esses Krishnamurtis, esses Mahaviras, criarão tantos obstáculos no meio que minhas palavras não conseguirão chegar até você. Não haverá nenhuma relação direta entre você e eu.
Então, não sei... mas minha sugestão é que não há necessidade de comparar e procurar semelhanças. É inútil, não tem sentido; e isso não ajuda ninguém.
Mas alguns hábitos comuns se formaram em nossas vidas, sendo um deles o hábito de comparar. Não conseguimos avaliar algo sem compará-lo. Se quisermos avaliar algo, não conseguimos imaginar como fazê-lo sem comparar. E sempre que comparamos, o erro começa.
Se compararmos uma flor de lírio com uma flor de rosa, aí começa o erro. Um lírio é um lírio, uma rosa é uma rosa e uma flor de gramínea é uma flor de gramínea. A rosa não é nem superior nem inferior à flor de gramínea. A flor de gramínea vive em sua singularidade; a flor de rosa vive em sua singularidade. Nenhuma é inferior ou superior; nenhuma é igual ou desigual; cada uma é como ela mesma e não como nenhuma outra.
ResponderExcluirSe essa individualidade das coisas, sua personalidade, sua singularidade, começar a se revelar para nós, então deixaremos de comparar.
Mas temos o hábito de comparar — chegamos até a comparar crianças pequenas entre si. Dizemos: “Olha, a outra criança já foi mais longe do que você. Você ficou para trás”. Estamos sendo injustos com a criança, porque a outra criança é a outra criança e esta criança é esta criança! Não há como comparar as duas. Seus seres são totalmente diferentes. São completamente diferentes em sua singularidade, em sua autenticidade; não têm nenhuma relação uma com a outra.
Temos o hábito de comparar — nossos sistemas educacionais ensinam a comparação, nossos sistemas de pensamento envolvem a comparação. Sem comparar, não conseguimos avaliar. E o resultado é que não compreendemos ninguém nem nenhum pensamento diretamente. Muitas coisas se interpõem.
Portanto, direi apenas isto: não sei quão semelhantes ou diferentes somos, eu e J. Krishnamurti; não fiz essa comparação. E peço que vocês também não façam comparações — nem entre mim e outra pessoa, nem entre ninguém e ninguém.
Essa comparação não tem fim — quanta semelhança existe entre Mahavira e Buda, quanta semelhança existe entre Cristo e Maomé, e quanta semelhança existe entre Krishna e Rama. Isso tudo é uma bobagem! Não há questão de semelhança ou dissemelhança, porque cada um é simplesmente ele mesmo, não tem nada a ver com o outro, não tem relação com o outro. É absurdo até mesmo falar em dissemelhança, porque, se não há semelhança, então não há questão de dissemelhança.
Cada pessoa é única, ela mesma. Neste mundo, não há duas pessoas iguais, nenhum acontecimento se repete, nenhuma experiência se repete. Não há nada como a repetição na vida. A vida segue criando singularidade continuamente. Portanto, não há necessidade de comparar ou avaliar. Se você está ouvindo Krishnamurti, precisa compreendê-lo diretamente. Se você está me ouvindo, precisa ouvir-me diretamente. Se você está ouvindo seu vizinho, então precisa ouvi-lo diretamente. Se você está ouvindo sua esposa, então precisa ouvi-la diretamente. Se uma terceira pessoa se intromete, começam os problemas e as brigas. Não há necessidade de uma terceira pessoa se intrometer; nosso contato e nossa comunicação devem ser diretos e imediatos.
ResponderExcluirSe eu estiver diante de uma rosa e me lembrar das flores que vi ontem, e se começar a pensar em quão parecidas são esta flor e aquelas flores, então a observação desta flor será interrompida. Uma coisa é certa: a sombra dessas flores que se interpõem não permitirá que você veja esta flor. E se eu quiser ver esta flor que está diante de mim, então preciso esquecer todas aquelas flores que já vi. Trazer essas flores para o meio seria injusto para com esta flor. E não há necessidade de carregar a memória desta flor; caso contrário, amanhã, ao olhar para alguma outra flor, esta pode se interpor. Portanto, não traga Krishnamurti para cá. E não pense que, por estar me ouvindo, você pode me colocar no meio enquanto ouve outra pessoa, pois isso seria injusto para com essa pessoa.
Veja a vida como ela é. Não há necessidade de colocar ninguém no meio. Ninguém é igual ou desigual. Cada um é simplesmente ele mesmo, e eu gostaria que todos se tornassem exatamente como são.
Todos deveriam ser eles mesmos; é isso que considero a regra fundamental da vida. Mas, até agora, não fomos capazes de aceitar isso. Até agora, a humanidade não está pronta para aceitar cada indivíduo como ele é. Tentamos fazê-lo tornar-se como outra pessoa. Ele deveria tornar-se como Mahavira, como Buda, como Gandhi. Isso é um insulto direto à individualidade de cada pessoa. Quando dizemos a alguém: “Torne-se como Gandhi”, estamos a insultá-lo profundamente, porque ele nasceu para se tornar um Gandhi. Já nasceu um Gandhi, de que adianta outro!
Dizer a esse homem para se tornar como Gandhi é dizer que ele não tem o direito de ser ele mesmo. Ele só tem o direito de ser uma cópia de outra pessoa, de imitar outra pessoa. Ele só pode ser uma cópia fiel, não pode se tornar uma cópia original. Isso é um insulto a esse homem.
Portanto, não estou dizendo que todos devam se tornar iguais aos outros. Apenas digo que cada um deve se tornar ele mesmo. Assim, este mundo poderá se tornar um lugar maravilhoso e belo. Até agora, temos apenas tentado organizar as coisas de modo que todos se tornem iguais aos outros. É por isso que comparamos, pensamos e buscamos. Não há necessidade de fazer isso. É absolutamente desnecessário pensar dessa maneira.
ResponderExcluirSe houver mais alguma dúvida a esse respeito, conversaremos sobre isso esta noite. Deixem-me repetir mais uma vez — eu lhes disse apenas uma coisa, uma coisa muito fundamental: analisem o seu conhecimento e decidam se ele é seu ou de outra pessoa. Se perceberem que ele pertence a outra pessoa, então é inútil. Mas no dia em que perceberem que não possuem nenhum conhecimento próprio, a partir desse exato momento a luz do seu próprio conhecimento começará a surgir de dentro de vocês. A partir desse exato momento, a revolução começa.
Se houver mais alguma dúvida, conversaremos sobre isso esta noite. A reunião da tarde chegou ao fim.
AUTOCONHECIMENTO/AUTORREALIZAÇÃO
Tradução do livro: The Inner Journey/A Jornada Interior
De: Bhagwan Shree Rajneesh (OSHO)
रजनीश चन्द्र मोहन जैन